domingo, 10 de julho de 2011

Dia de Chuva, Melros ao Ninho

Chuva chatinha, de molha tolos, por vezes para tolos molhados. Como nos velhos tempos. As ramadas do Gil, já cheiinhas, não deram para albergar os Melros que tiveram de ir poisar para o ninho de inverno. Tudo muito confortável.
O Museu foi enriquecido com mais uma farda, desta vez camuflada, a juntar àquela esquisita (Ó nosso sargento S.O. em si tudo é esquisito. Até aquelas divisas que só ontem vi) e mais à da de passeio que já cá moravam. Só não entendo como alguém há 40 e poucos anos cabia naquelas coisas. 
Nos entretantos, os Melros iam-se chegando ao objectivo. O pangaio do Carlos Costa foi logo avisando que não era de dia de puxar pelas cordas vocais. A seguir tinha treino e ós pois tinha jogo mais à noite. Como quem diz, é dia de concerto, portanto não há nada p'ra ninguém.
Em contra-partida, o setor Carlos puxou das dele (cordas vocais) e sem avisar, aqui vai disto. Não sei se alguém lhe prestou atenção, porque estava já na hora dos pratinhos que nunca mais vinham e a fome era surda, cega e muda.
E depois dizem que só os chavalos brincam com estas coisas. Avós responsáveis podiam ter mais um bocadinho de juízo.
Ri-te, ri-te. Até parece que não vais ficar sem uma parte do 14º
Tudo muito sério porque é a hora... da manja
Alguém achou que verde e azul é que está a dar.
E a chuva continuou...enquanto aos Melros se batiam com um Coelho à moda da Casa
Não sei se o Manuel Cibrão botou faladura, mas estilo tem. Se botou, ninguém lhe ligou.
Mas cá tá ele, feliz e contente, com o novo camarada acabadinho de chegar de Baguim, "trazido" pela sua mão.
O Fernando Gouveia contando as suas experiências Bafatenses, devidamente registadas no seu livro
acabado de editar. Fotos da sua autoria, antes e quarenta anos após, e um belíssimo texto.
O Barbosa quis fazer as pazes comigo. Finalmente chegou à conclusão que SLB e FCP não podem ser bons compadres. Entre pós e chocolates é melhor arriar a bandeira e imaginar como aquela boina servia no Carlos. Só não entendi porque tinha de ser a foto de compromisso junto destas fardetas. Porra, que o gajo é mesmo grande. E não tem barriga ainda por cima.
Um momento difícil. O pagamento do Quelhas. O cartão não entrou na máquina.Quer dizer, camarada Neca, que o Estado te comeu o 13º antes de nos comer o 14º ?  
Não, não é isso, disse o Neca Quelhas. Eu é que não sabia o código .
Deixa lá Neca, os amigos estão aqui e são para as ocasiões. Nós sabemos o que é não ter saldo...
Fantasmas no hemiciclo ou o flash que não disparou ? Comandante, bota e siga...
Isto é convívio. São 5 da tarde e tudo na maior.  
Mas eis que aparecem, por artes mágicas,um grande conjunto de crachás. Há pessoal que acreditou que passados tantos anos, se reviveriam belos momentos, olhando umas chapinhas de metal ou plástico.
Até o Neca puxou do dele, comprado no Costa Braga há uma semana. Que lindo, Neca Quelhas. O neto que vais baptizar para a semana verá em ti um avô com a missão cumprida. E mai'nada.
E a chuva continuava...

2 comentários:

  1. Olá jorge, Não é Neto é Neta e vai á tabanca no próximo sábado.
    abraço.
    Quelhas

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  2. Não resisti à tentação de colocar este belo texto da minha querida amiga Dra. Alda Paulina, Gaucha, Portuense e Portuguesa de todos os costados:

    Meu querido Jorge, feliz semana.
    Sei que rendeu este teu fim de semana, na ausência dos melros de penas, os melros ‘gurizada jovem’ aproveitaram o encontro, que coisa tão boa deve ter sido. Nem de propósito, hoje ao almoço, com o casal amigo, relembrando coisas e lugares, possibilidades havidas ou as que permanecem em sonhos, falei da Quinta dos Melros, um nome expressivo e que demanda presenças... saber que estiveram reunidos, imagino eu QUANTAS RELEMBRANÇAS e fofocas gostosas e deglutidas juntos, numa hora de recreio de meninos crescidos. Com chuva! Isto é para nós cá, mas vez por outra uma chuva chama aconchego, e estar abrigado e contemplar lá fora, dá uma sensação com gosto de carinho e presenças... e se estas não houverem, a gente inventa, rememora ou projeta... o futuro é o instante seguinte, o que passou já era...

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