segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

David Guimarães na Primeira Linha de Combate

Do nosso querido camarada, amigo e Melro da primeira hora, David Guimarães, lêmos um comentário, que se me permitem tem direito a primeira página.
Vamos reproduzi-lo na integra, aqui e agora.


Olá - pois Jorge eu não te envio fotografias mas sim um comentário à forma linda como correu a festinha de Natal... Gostei e muito, não por eu ter participado mas sim pela boa organização que se dá dentro de uma caserna já bem grandinha.. Se a noite não viesse depressa creio que ainda lá estaríamos - assim é bom, como os amigos se juntam e partilham sempre com coisas mais ou menos novas a contar e sempre a alegria que nos trás por aqui... E como é lindo fazer uma celebração de um almoço de Natal....

Dos infiltrados fotógrafos e ainda bem - que bem estiveram - eu tenho aqui tudo cheio de fotografias, guardo tudo porque é material de muito interesse... FESTA DE NATAL, bem dito os velhos combatentes também são bons de sentimentos...

As dúvidas... na fotografias e nos nomes uns tem assim - fulano de tal, e outros têm assim fulano de tal melro... Tenho a sensação de que percebo mas não queria perceber às tantas - ou será que melro é todo aquele que é de Gondomar?

Abraço e até à próxima, para todo o pessoal
David.

Se me permites, caro David - e tens de permitir mesmo pois sou o "dono" disto pelo menos até haver alguém que tome conta da Tabanca - vou-te pedir que não leves a mal essa coisa dos nomes uns com Melro outros sem. Para te ser franco, também não entendo. Mas isso são coisas Facebookadas que para o caso não interessa nada.
Um abraço e até ao Ano, se não for antes.
Jorge









O Último Voo do Ano 2012

Nem frio nem chuva, que felizmente não se apresentaram, mas com muitos Melros e outras passaradas, finalizou-se o ano no nosso Ninho do Choupal. 

Pássaros houve, assim se pode dizer, que se levantaram do seu ninho caseiro onde penavam haviam dias sob olhares atentos, para não faltarem aos Copos que se prometeram muitos e bons.   
Depois da passagem pelo Museu, há que acomodar a barriguinha a umas Entradas pouco violentas. Salgadinhos, charcutarias, patés e outras viandas, desapareceram com a rapidez do relâmpago, não o das bolanhas.  
Sumos e Águas bem tratadas. Cerveja, Branco, Tinto, Rosé, colheita da Casa. Vocês sabem a que me refiro.
Expectativa para o tradicional discurso do Presidente, que como todos os discursos, ninguém ouviu. Mas foi salvado com palmas que se devem ter ouvido na sede do Município.  
Depois da espectacular Sopa de Nabos que só os de Gondomar sabem preparar, uma terrina de Tripas para Melros especiais. Quem não chora não mama... mas foram tantos os que choraram que só deu uma colherzinha e apenas para alguns.
Com um visual destes, ninguém resiste. Nem os doentinhos...  
Uma das mesas que exposeram remédio para o colesterol.   
No vai e vem da mesa para a mesa, tempo para umas galhofas do Neca.  
O Vinhal deveria estar a lembrar-se de alguém que também adôôôraaa Bolo-Rei. 
A coisa dura e dura e dura, mas o Carmelita já saciado treina as aéreas. 
Cantares, Música e Bailarico para semi-acabar a festa.  
Constou-se que andam uns desaparecidos na noite. Mas ós pois logo se vê... 
Coisa mais esquisita. O fotógrafo estava lá, mas estaria de gatas ????
Para Memória Futura a foto de Família.

Adeus, até ao Ano, isso é em 12 de Janeiro.
Boas Festas


segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

87 - Convívio de Dezembro

Está aí à porta o dia 15, o nosso último convívio do ano. Cá vai o programa da Festa.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

86 - Os Melros e S. Martinho

Não era Dia de S. Martinho, a bola foi à trave passou ao lado, mas foi como se fosse golo, isto é valeu o Dia como o de S. Martinho, o soldado-santo que dividiu a capa num dia de frio com um mendigo e por causa disso deu em calor o dia e daí vem mais uma lenda como a do Verão do dito S. Martinho. Perdi o fôlego mas já está.
E o Ninho sempre aconchegado da Tabanca aqui esteve mais uma vez para receber os Melros.

Aconteceu que nem esteve calor nem frio, mas chuva de chuveiros coisa que não atemorizou os Melros, habituados desde Há Manga de Chuvas a intempéries bem piores.
Quem não se lembra de umas passeatas pelas Bolanhas da Guiné em plenas Chuvas, feitos patos bravos, mais encharcados que os ditos mas sem as suas penas. E os Chetas também têm as suas histórias. Mas eles que as contem.
Assim foram chegando em secções, misturados Rangeres com Transmissores e Atiradores, Panzerinos e Condutores, Lateiros e Historiadores, cada qual com a sua fominha.

Manda a Tradição, de entre muitos provérbios, que Pelo S. Martinho mata o teu Porco e prova o teu Vinho. E digo eu, come umas castanhas também.
Ora isto é gente que não mata nem uma mosca, embora as histórias de tantos  guerreiros improvisados sejam imensas.
Vai que não vai e ali estavam os acepipes que o camarada Gil escolheu para o Dia. E mai's'a prova do seu Espadal, de cor rósea linda, ligeiramente picante, borbulhante, aromático, que vai ser um furor na Festa de Natal. Palavra de mestre e mai'nada, prontos.

Um petisco segredado só para mim, depois passei-o para o meu Presidente Bandalho e de boato em boato desapareceram ràpidamente uns pézinhos de coentrada, divinos.
A Mesa Presidencial sem o Presidente, que como outros Presidentes arranjam desculpas de toda a espécie para evitar aglomerados, estava decorada com uns belos ramos de Castanheiro e seus ouriços. O conteúdo deles estavam no forno.
Contràriamente aos habituais discursos que ninguém entende do Presidente, o Vice-Presidente Barbosa puxou dos galões e falou bem.
Agradeceu em nome dos Melros ao Rui Vieira Coelho - mais um Melro que não mata mas cura - , o desenho e a feitura da Bandeira símbolo dos Melros.
Ao fundo, no nosso Museu, lá está ela bem exposta a brilhar.
O Bateira, à esquerda, responsável por trazer até à Tabanca o Periquito Rui.

Mas coisa importante decidiu e bem o Vice-Presidente.
Por votação unânime, olho no olho, sim ou não, foi concordado que o próximo encontro será a 15 de Dezembro, porque mais próximo do Natal. Uma data relembrada amargamente por todos nós que passamos pelo menos duas vezes fora das famílias metropolitanas ou ilhoas. E dos "Adeus até ao meu regresso".

Já quási desfalecíamos por causa da vontade de comer, quando o Paulo, Homem para toda a obra, faz a sua aparição na sala, acalmando os ânimos, com as soberbas Papas de Sarrabulho. Momento empolgante e a delicadeza, profissionalismo e acima de tudo, paciencia deste Senhor para aturar um chato armado em fotógrafo que os Melros não toleram e assobiam por atrasar a distribuição do rancho.

Recolhi às cabines, quer dizer, amesentei-me sossegadinho, porque no meu prato, melhor, nos meus pratos só haviam comidinhas à maneira. Para além das Papas, nos seguimentos apareceram os rojões e um arroz de sarrabulho que Chefe Vatel diria, comme il faut.
É comida Portuguesa com certeza, e muito especial para o Dia de S. Martinho.

Nos antes dos finalmentes, mais uns "bijoux" da nossa culinária doce, espalhadas por várias mesas. Não deu para fotografar tudo porque os Melros não ligam ao colesterol. Mas temos de recomendar ao Mestre e Camarada Gil, menos doces e mais Maçãs assadas em vinho. Uma especialidade de morrer por falta de mais.

Em algumas regiões do nosso Portugal querido e lindo, há os Abafadinhos, a Jeropiga (sim com J e não com G, a não ser que o acordo ortográfico tenha mudado) e mais umas tantas bebidas esquisitas para fingir que acompanham umas coisitas neste Dia de S. Martinho.
Aqui nos Melros há (houve) umas pingotas de macho para acompanhar as simples castanhas criadas no Choupal. Assadas no tal forno a lenha.

Para além do Espadal que o Gil nos ofertou para degustar, o Bateira desencantou umas Aguardentes de fazer subir aos céus.

Não me queria meter nestas coisas para evitar problemas e disse ao Bateira, passas para cá as garrafas, meto-as no Merce do Cibrão, não dizemos nada a ninguém e fica feito. O pior é que todos sabem dos meus prazeres vitivinícolas e quando me vêm numas conversetas particulares logo vêm deitar o ouvido e o olho. Prontos, fui descoberto e acharam maneira de ter que dividir os tesouros do Bateira.
Fiquei muito prejudicado, mas enfim, que se lixe, divida-se o mal pelas aldeias.
Ladeado pelo Carvalho e pelo Bateira, que me deitava uns olhares contristados pela pequenina quantidada da Aguadente 10 stars que colocou ao meu alcançe, depois de dividir pelas tais freguesias. Mas Camarada é assim mesmo a vida, divide sempre e se possível o que não é teu.
As fotos foram ficando fora do contexto, já reclamei ao bloguer que não me entendo com as novidades do site, mas que fazer ? É de borla então vai de qualquer maneira.
O Bandalho Presidente Jorge Teixeira e o Santos Oliveira, o Usurpador do Caxil, em grande. Quantas histórias estes dois têm para contar. É Mafra, é Vendas Novas, é o Gaca 3, é Lamego, é o Como, é a Guiné.
Dois grandes historiadores, cada um ao seu geito. (ou será jeito? ). O Silva de Catió e o Dionísío da 6ª de Comandos. Se errei na companhia, paciencia, me desculpa Dionísio. Já te disse que a minha cabeça está a ficar marada.
A sua história é fascinante. Disse-me depois o Zé Silva "eu não tomei notas, tu tomaste ?" Eu ?, então apresento-te o homem porque eu já não sei de onde sou, só faço fotos para a posteridade e não és capaz de fazer a cobertura da história do Dionísio ?
Claro, sei, o Silva vai escrever a empolgante e extraordinária história do Dionísio. Só não sei se o seu agente, por detrás dele, vai permitir que a coisa seja assim simples. À esquerda, em pé, o Antero, grande homem Avintense que muito tem feito pela memória e não só, dos nossos ex-camaradas daquela região.
Bem que camuflei uma das pomadas do Bateira. Mas a alma doía-me se não perguntasse à malta, mandando-lhes aquele berro que todos conhecem "Calém-se..." não querem mais um golinho...
Infeliz ideia...

Aqui está o Antes do Antes, os Antes, os Durantes e os Após dos finalmentes do Congresso de S. Martinho dos Melros.

Quando parece já não haver mais nada para conversar, 
há sempre uns finalmentes.

Um último olhar de despedida no terreiro do
Choupal dos Melros
sede da
Tabanca dos Melros

Desculpem-me amigos e camaradas, por vezes esqueço que este espaço não é meu e sim nosso. Mas raramente alguém de nós se digna deixar uma mensagem para ser publicada, um abraço à malta, ou um comentário lá em baixo na zona respectiva.
Acho que este será o meu último escrito porque estou a ter vias duplas na minha cabeça.
E não estou a gostar, com toda a sinceridade vos digo, que sejam colocadas no Facebook da Tabanca fotos minhas referentes à malta, sem uma legenda do porquê elas terem sido feitas e a que correspondem. Não é bonito, não estando presente, colocar ditos sem o mínimo do conhecimento.
Sim Carlos, é para ti esta achega. Coloca as tuas fotos, faz o que quizeres. Nas minhas, pelo menos deverias perguntar o que podes fazer com elas. Eu faço-as para a malta, umas ou outras coloco-as aqui e dedico-lhes uma legenda. Porque este espaço é nosso. Mas nunca escreveste nele. Nunca te dirigiste à rapaziada.
Com excepção de um ou outro camarada que achei dever publicar as suas impressões sobre a Tabanca em Post, escrevi aqui e tentei divulgar ao máximo a Tabanca durante mais de 80 capítulos.


Por favor, caros Camaradas. O próximo convívio é no sábado 14 de Dezembro. Peço que confirmem a vossa presença para o Gil
aqui vai o mail e o telefone
224890622
919677859
Um abraço de amizade para todos
Jorge Portojo


domingo, 14 de outubro de 2012

85 - 13.Out. - Retorno ao Choupal

Depois das Vindimas e das Desfolhadas, das Danças e Cantares de Valbom, das Sopas de Nabo Gordurentas nas tasquinhas do Rosário, conforme explicitou com todas as letras, o Neca (tema para próximas preclarações), o regresso ao Ninho  fez-se normalmente embora muitos Melros ainda andem por outros Choupais. 
Um Melro ainda sem asas formadas, o Zé Pereira, apareceu pendurado nas asas já velhas do Súcio vindo de Lamego mas prontinho para os milhos que no Ninho estão sempre à nossa espera.  
Os milhos primeiros são sempre petiscados com cerimónia, porque os Melros sabem que têm todo o tempo de mundo. 
Salpicão e presunto, pataniscas e bolinhas de carne, chouriços e morcelas, bôlas fofas, branco e tinto (loirinha para o único trabalhador Melro), vão na calma acalmar os papos.
Intervalo para umas conversetas políticas-futebolísticas-guerreiras que embora já muito sabidas são sempre descarregadas e ouvidas com prazer. Pois então. 
Aproveita-se o tempo e a disponiblidade para umas fotos artísticas made-in-Picasa

Amesentaram-se os Melros na Sala-Museu, artísticamente engalanada com a já habitual galhardia do Gil e a paciência do Paulo.  
Com muita calma os Melros vão aguardando a distribuição do primeiro, isto é, de uma bela sopa de nabos com feijão e uns fumadinhos que estava uma delícia. 
Até o único trabalhador Melro, extraordinàriamente, comeu o seu prato dela, mas lamentando que não fosse em tijela. Em primeiro plano, um belo ramalhete de Hortências (ou serão Redodendros ?) colhidas fresquinhas nos jardins do Choupal.
O Cibrão palreando com o novo Melro, enquanto o Neca preparava mentalmente os seus discursos. Na falta do Discursador oficial Carlos Silca, alguém tinha de o fazer. Melhor dizendo, de os fazer. Tal qual o Carlos, ponto.
Momento da oração sobre a Sopa de Nabos, preparando novamente o papo mas agora para um cozido como il'faut. Não teve direito a fotos o tal cozido, distração do único trabalhador Melro, preocupado em apanhar as unhas de porco, a orelheira e a asa do frango.
 
Começaram então os discursos do Neca, felizmente que ao contrário dos do Carlos deixou para o intervalo entre o Cozido e as Doçarias. O primeiro foi sobre "Porque houve Botas tão Pequenas e a quem Serviam ?". Segundo percebi - os discursos sejam antes, durante ou após qualquer coisa são sempre de dificuldade máxima para quem os ouve - o Neca quiz-se referir não ao Botas, mas sim à personalidade sua, muito pessoal, que deu a 4ª classe quando podia ter dado de Engenheiro Civil de Olhos azuis. Vocês sabem a que me refiro.  
Continuando o seu discurso, dizia o Neca que mais vale uma caneca de Tinto doce do que ser de dentro do arame. Não sei a quem ele se quiz referir, mas acho que falou muito num tal de Bateira e num outro, o Portojo. 
Enquanto fálava e faláva e faláva já as sobremesas estavam à maneira para serem destroçadas, martirizadas até, como só um grupo de combate liderado pelo Neca, que embora nascendo inteiro mais parece que foi soldado, seria capaz de fazer.
Mas há quem infelizmente não ligue a discursos porque tem outras preocupações na vida. Que podem ser A.G. de Bancos ou de entidades tipo Galinhas do Mato.
Lá foram indo, calmamente, as doçarias direitas aos papos. E ninguém ligava ao Neca.
Inteligentemente, mudou a estratégica discursiva. Erguendo o seu copo de tinto, apontou à medalha que lhe foi dada e aposta especialmente pelo General Betencur, numa visita também toda ela especial à equipa especial do Neca.
E o Neca, gritando bem alto, talvez até o Carlos tenha ouvida lá na Mouraria, textualizou as palavras do General: Neca, ofereço-lhe excepcionalmente mais uns dias neste resort, esperando que goze tranquilamente e com paz de espírito como bem merece. Aqueles abrigos em betão, copiados dos da Normandia aquando da 2ª Guerra, serão um luxo para quem nunca saiu do arame. Nunca terão disso lá na Europa. E o Neca, sensibilizado, a compor as frases do General (um àparte, quem foi o Gen. Betencur ?) quási derramava umas lágrimas no copo de tinto.
Infelizmente, Neca, por essa altura acho que só eu te ouvia. Por isso a minha homenagem solidária ao comandante que só quiz ser soldado, embora tenha nascido inteiro.
Ó Bateira, o Neca diz que tu sabes que é verdade. Ele não precisava de falar tanto nessa verdade porque nós acreditamos.
  
Faltava dar a conhecer e mostrar para a posteridade o novo Melro (mas eu vi dois ou foi do tinto ?) o Zé Pereira e aqui vai a sua morada: jaapze@gmail.com
Toma nota, ó Carlos.

E é por isso que existem Melros e Bandos, Tabanca e Encontros de Ex-Combatentes do Ultramar. Saltar de galgo em galho, desabafar, contar pilérias enquanto ela nos deixa por cá andar.

A todos os ex-camaradas e não só a Melros e outras Aves de Arribação, lembramos que o próximo convívio é a 10 de Novembro, véspera de S. Martinho, se a memória não falha. Cheira-nos portanto a Castanhas e Vinho Novo. E talvez até uns Rojões e umas Papas de Serrabulho, que nestas coisas o Melro Gil Aviador não deixa ficar para asas alheias.

Daqui faço o meu apelo pessoal aos grandes Melros David Guimarães, Manos Martins e Carlos Costa, a sua sensibilidade Tabanqueira-Artística para que façamos deste dia uma Melrada diferente. Oxalá todos o possamos gozar.