quarta-feira, 17 de julho de 2013

100 - Ainda o dia da Sardinhada

Entusiasmaram-se alguns Melros e enviaram-me fotos. A galeria está aí em baixo. Alguns nem são Gondomarenses, que eu saiba, mas para o caso não interessa nada.
As imagens são do Fernando Súcio, do Santos Oliveira, do Teixeira Presidente Bandalho, do Zé de Catió e de um anónimo.
Chapéu Coreano do Zé de Catió. Foto de Súcio.
O Lobo aprontando uma...
A melhor foto do ano.
As Costelinhas do Portojo
(sem cremalheiras)
Preparação da foto para o cartaz eleitoral. O tema mudou para
O Mais Lindo
O Santos Oliveira e a sua micro-Câmera. 
Merecem louvores os modelos pela a paciência com que esperaram para aquela coisa funcionar.
O Neca sempre desafiador. Só o Silva aguenta
Mais um adeus à Sony DSC-V3. Fim de citação

Lamento que tantos escritores e fotógrafos Melros Gondomarenses não se dignem enviar umas palavras nem uma foto.
Incluo acima de todos o Barbosa Grande que até tem uma tabelete que fotografa ao contrário. Sempre a candidatar-se a altos postos, mas na sombra.
Esse nem precisa de fazer, é só meter aqui. O espaço está aberto. Como devem ser todos que dizem respeito à Tabanca dos Melros - os Ecus.
Claro que há outros que têm de perguntar aos netos, sobrinhos, afilhados, etc. como se faz. Mas são os eternos cinzentos. Como as últimas fotos da Sony.

8 comentários:

  1. Mesmo não estando a fotos muito boas, as últimas, o que conta é a boa vontade, e a boa camaradagem que vai reinando. Um abraço

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  2. Dei o que pude. A mais não posso ser ... Obrigado.

    Abraços, do
    Santos Oliveira

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  3. Como já alguém referiu e muito bem"O QUE CONTA É ACIMA DE TUDO É A CAMARADAGEM ,MAS TAMBEM O FACTO DE ESTARMOS VIVOS " e companheiros vamos continuar a lutar.Até ao próximo encontro,um abraço a todos os melros da TABANCA.Bateira3567 17/7/2013

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  4. Corta palha já conhecia, agora cremalheira!!Ando sempre a aprender.Quando puder, também mandarei alguns bonecos, como alguém lhe chama!Um abraço. Gosto disto.

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  5. Afinal os fotógrafos estavam lá, têem é vergonha de se mostrar e de mostrar as suas asneiras.
    Um abraço
    cumprim/jteix

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  6. Meu caro amigo,
    Fiz o que me dissestes e cliquei. Saiu-me na rifa malta com boa disposição e isso é bom. Porém, infelizmente, não chegou cá nenhuma costeleta e sardinha também não. E olha que não há nada de errado com este mar maravilhoso dos Açores.
    Abraço,
    J.Câmara

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  7. Impossível não estar bem disposto com esta malta. Duas vezes presente duas vezes feliz por encontrar gente de outras guerras nas que juntos passamos as passas do algarve, uns mais que outros mas só a ausência dos nossos familiares era suficiente para nos abalar.
    Por uns tempos vou estar ausente e não poderei conviver com vocês mas estarei atento aos acontecimentos.
    Obrigado pelo forma como me receberam e um até já.
    José Lessa

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  8. Correspondência

    O Sol abrasador escurece os corpos
    A pele transpira com abundância
    Na caserna, limpa e asseada no possível
    Quatro soldados mais ou menos da minha idade
    Sobre as tarimbas sentados escrevem.

    Lá fora na parada uma voz forte grita
    Correio! Correio!

    Da caserna, refeitório, cantina, os homens correm
    Uns sorriem alegremente outros avançam pensativos
    A ansiedade todavia é patente em todos os rostos.

    O cabo-dia em voz sonora lê os nomes dos felizes
    contemplados… em poucos minutos o jogo acabou
    Os vencedores excitados
    Abrem sofregamente a correspondência.

    Em princípio não importa que as notícias sejam
    Boas ou más o importante é sentirem-se vivos, amados
    Eu pertenço ao número dos vencidos
    Somos uma minoria em comparação com os demais
    Um mês sem notícias. Pais... Irmãos... Amigos...

    Volto à caserna, olho as fotografias dos que mais amo
    Estas sorriem para mim
    O seu sorriso todavia é sempre o mesmo
    Porque é que as fotografias não falam
    Sorriem e choram como as pessoas?
    Se elas falassem...

    De um momento para o outro vou seguir para o mato.
    Mais um mês de operações
    Será desta que não voltarei pelos meus próprios pés?
    Serei o próximo combatente a cair nas malhas do inimigo?
    Mais um mês de lutas, suor, incerteza, sangue e morte.

    Vou queimar as fotografias
    Vou desfazer em pó as recordações do passado
    E se algo me acontecer... que Deus me perdoe!
    Quiende/Angola 1973

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