domingo, 13 de julho de 2014

115 - Os Melros em Julho

Casa cheia no Choupal, amigos que já não se viam há que tempos, loirinhas a correr e petiscos dos bons para comer. O Gil e a sua companhia não descansam nem brincam em serviço.
Aqui vai a reportagem, apenas com algumas achegas.
Esta ramada que nos dá abrigo em tempos de verão, está linda, cheia de cachos que daqui a pouco tempo vão começar a pintar.
O Bafatá controla a operação Botas na Camélia. Uma obra de arte que não é da Joana Vasconcelos mas do Paulo. Dedicou esta obra aos ex-combatentes com relíquias do Ultramar. Que pertencem ao Museu.
 Mais uma lembrança do Bateira para o Museu.
E cá está a foto da praxe, já com título registado há manga de chuvas. Mas nunca é demais repetir: Eu, o David e as Loirinhas.
O David está sempre fod...tenha ou não loirinhas. Mas é seu o problema. A nós basta-nos o seu convívio. E de vez em quando os sons da sua viola.
A seguir a ordem das fotos é arbitrária, tantos são os operadores de câmara que não dá tempo para editar. Nem paciência. E haja quem faça melhor.

O que se passa lá em cima, ó morcom ? pergunta o Zé Catió a tentar meter conversa. Tás a águas ? Mas há recordações tristes muito recentes que nem dá para se lhe passar cartão.





Os petiscos e as comidinhas não poderiam deixar de começar a aparecer. Mas sabem, meus amigos e camaradas, há coisas que mexem comigo. Para aperitivar e em minha homenagem, Gil e companhia fizeram só 3 tachinhos 3 de Tripas. Esta gente não quer que eu volte. Claro que todos nós nos sentimos homenageados, porque não há Melros nem Bandalhos que resistam a um tachinho de tripas...
Para além dos salgadinhos, das pataniscas, do chouriço preto condignamente chamado de Morcela de sangue, havia (houve) bucho, pezinhos de porco, ah que adianta relembrar se ficamos com água na boca.

O Bateira também quer dar cabo do pessoal. Além da pomada para os finalmentes, trouxe um Verde Branco Morangueiro pisado com seus próprios pés. E mai'nada. Ele explicou a técnica ao Peixoto, eu fiz a prova que é isso que vale. 5 stars.
Como a época do futebol ainda não começou, (aquilo lá no Brasil nem interessa nem conta para nada) permite-se a palavra ao Barbosa que andava cheio de vergonha por trazer um equipamento a cheirar a cerveja.

Aperitivos acabados, descansos sossegados. Muitas conversas e é disto que o meu Povo Gosta.
O camarada em chefe Carlos, deu o seu discurso da ordem. Terá que o colocar em comentário, pois os repórteres de imagem não o registaram.
Mas uma parte ficou bem registada. Deu a conhecer, alto e bom som, o problema dos Bombeiros de Gondomar, sem fundos para o que quer que seja.
O Presidente dos Bombeiros, nosso querido camarada Joaquim Martins, entre o David e o Teixeira, conversava com uns e com outros e desabafava as suas mágoas.
Os Melros presentes solidaram-se, contrariamente à vontade do Martins que mesmo triste e a chorar considerou não ser o momento nem o local. Pediu apenas a divulgação das dificuldades porque passam os Bombeiros de Gondomar. Mas fomos em frente e pronto.
Entramos na segunda fase.
Ao Gil constatou-se-lhe que a crise está aí para durar. Então reforçou as rações com uns filetes de peixe soberbos, com toque a limão e sabores de mar. E a salada russa, meus amigos, camaradas, leitores que não a provaram nem sei se vos conto. Mas lá vai. Uma preciosidade. Maionese perfeita, bem batida, pouco vinagre e uns alegres perfumes a pimenta na mistura dos vários legumes.
Seguiram-se tranches de vitela au vin e alho, igualmente perfeitos, acompanhados por puré de batata do nosso quintal, gratinado. Um luxo deglutivo. Vagens - o mesmo que feijão verde - cozidas, simplesmente e mai'nada. As rodelas de laranja também da Quinta dos Choupos, sumarentas e doces deram o toque final.
O Bateira mostra onde esconde a sua reserva especial, já junto de uma das mesas onde estavam expostas as doces sobremesas.
Bolo de chocolate com aromas de laranja da Quinta, Tarte merengada com sabor a canela, Bolo de frutos secos e chantili, Pudim Francês, Ameixa preta (uma combatetente à prisão de ventre) e salada de frutas com imensa variedade em calda de vinho e açúcar.
O Barbosa puxando dos seus galões profissionais controla a situação. O Peixoto trás um ar esquisito. Será que viu o Lobo huuuu ????
O pessoal todo abandalhado, já está nem sei vou se vá. Por falar nisso, o Lobo huuuu passou muito discreto.
Foram-se seguindo os cafézes e bagaços e/ou outras digestivações estomacais. Com ou sem gelo. Parece que foi a do Bateira que mais teve saída. Mas um cantil mesmo cheio do seu "especial douriense" (ou será duriense ? ) acaba rápido.
Lá pelas 5 ou 6 da tarde, é a vez da água e com ela também se brinda. Para manter a honra, há quem não dê a cara mas só o copo. É para disfarçar. Vocês sabem de quem e do que falo. Do verbo falar. Nada de confusões com a nova ortografia.
Isto devem ser conversas depois da água. Nem vale a pena registar.
Para a maioria da rapaziada, houve um momento especial que lhes passou ao lado. Embora no contexto dos Melros, foi um momento Bandalho de homenagem ao Zé Ferreira Catió e à equipa feminina de Crestuma que ganhou na quarta-feira passada o prémio de bem receber.
E prontos, tá tudo. Adeus e até ao meu regresso.
Aos Melros e outras Aves Bandalhas presentes, coloquem os vossos nomes para registo futuro das emigrações.