terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Convívio de 10.12.2011

Mais um convívio de confraternização dos “Melros” engaiolados na jovem e já consolidada Tabanca dos Melros.

Apesar da tempestade que se abateu na zona Norte e por todo o País, os “Melros” não se atemorizaram e puseram-se em voo rasante na direcção do seu ninho acolhedor, quais pombos correios de regresso a casa ao seu gaiolão… pois apareceram de várias localidades de distância a mais de 300 kms, Massamá, Braga; Aveiro; Ilhavo; Sta Maria da Feira; Espinho; Matosinhos; Gaia; Gondomar etc etc.

Integraram o grosso da coluna [60] bicos amarelos de capa impermeável preta, vários estreantes que corresponderam ao nosso apelo, os quais foram dizendo que será para repetir a viagem e o convívio, pois apesar de regressarem a casa um pouco mais nutridos com as saborosa rabanadas, regressaram também com as ideias mais refrescadas.

A cavaqueira como sempre centrou-se nos feitos por terras do Ultramar, enquanto não se iniciou o opíparo repasto, prolongando-se ao longo da tarde bem molhada das duas maneiras que sabemos, com água à “fartasana” e bem regada com tinto e branco.

Ausência notada foi a do “Melro” com pseudónimo “Portojo” por motivos que foram anunciados, mas a coisa já está a recompor-se.

Havia uma prenda à espera dele - umas tripinhas especiais que o Gil preparou com carinho - mas que iriam ser comidas à noite pelo próprio Gil conforme me disse, pois também é adepto daquele prato típico da nossa Terra.

O acervo do nosso MUSEU ficou mais enriquecido, pois os nossos “Melros” correspondendo ao nosso apelo, rebuscaram os baús e ofereceram mais umas peças do seu saudoso espólio que guardam com carinho e que por nós também será guardado a 7 trancas, mas visível para as gerações futuras.

Deste modo, reiteramos o apelo para nos legarem o vosso espólio.

Nunca é demais reiterar a velha mensagem, enquanto acordares com o pé a mexer, aparece ao 2º sábado de cada mês na Tabanca dos Melros, para assim, contarmos as nossas Histórias e recordarmos os tempos bons e menos bons que passámos por Terras de África.

Aqui vão as fotos possíveis de um dia bem passado, preparadas pelo Portojo para recordação futura.

video

Um abraço do Carlos Silva

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

70 - Tempos Perdidos


Tempos Perdidos


Silêncios, segredos vãos

De trauma duro e atroz.

Agora, damos as mãos,

Os Corações e a Voz.



Somos unidos da sorte

De, no tempo, nos juntarmos.

Muitos de nós, viram Morte,

Antes da Fé de voltarmos.



Celebramos, neste Dia,

Um regresso, fantasia,

De ver a Guerra acabar.



Queremos assim, unidos,

Ouvir os tempos perdidos

Que teimam em cá ficar.



Santos Oliveira

(Melros-Gondomar)

10DEZ2011