domingo, 4 de março de 2012

75 - Dia do Combatente do Ultramar em Gondomar

Depois da missa em memória dos nossos ex-companheiros mortos nas frentes de Combate em Moçambique, Angola e Guiné, a homenagem mais sentida fez-se junto ao Monumento do Soldado do Ultramar, em Fânzeres.
O Regimento de Artilharia da Serra do Pilar - Antigo Rap 2, mas agora nem sei o nome que tem - apresentou-se com duas secções, uma da Banda e uma de Guarda de Honra.
Momentos sempre de muita emoção, que o passar do tempo não faz esquecer. Os discursos, ano após ano, não levam a lado nenhum para o lado da autarquia. Queremos que este dia seja oficial, mas não há maneira de ser conseguido. Não dá para eu entender. Por outro lado, a rapaziada tem de se lembrar que é Gondomar inteiro que quer o dia e não só Fanzeres. Lutas de alecrim e manjerona, que à boa maneira  portuense quer dizer de merda e que me passam ao lado.
Gosto de convívios, enquanto me dizem alguma coisa. Sejam eles onde forem e há que aproveitar o resto do nosso tempo. Esta geração está a acabar. Não sei se houve alguma tão sacrificada como ela. Mas o blogue não é meu para estar aqui com pieguices e portanto, em frente marche.
O acolhimento, porque adiantamos a nossa reunião mensal, foi no ninho habitual, o Choupal.
Um bonito convívio, com muitas e velhas histórias contadas e ouvidas.

O Museu com a forte iniciativa do Carlos Silva lá vai indo, crescendo com velhas e novas lembranças. A par da fardeta esquisita do Santos Oliveira e da roupinha quási sem uso do Carlos apareceram mais umas calças de camuflado. E lembranças dos convívios actuais que a rapaziada vai fazendo com os seus ex-camaradas e oferece ao Museu. Será que um dia teremos mesmo este Museu aberto ao Mundo ?
Lembranças e mais lembranças que nos trazem as recordações dos anos 60/70.

Mas o nosso Gil piloto aviador e abençoado comandante do Choupal, mandou a rapaziada pôr-se em sentido às mesas das entradas. Ordem obedecida com rapidez e sentido do dever.

O Grande Paulo comanda as operações, porque a rapaziada lhe merece um carinho especial.
E vamos ao ataque. 

Descansando do primeiro ataque e enquanto preparamos o segundo, a palestra do Cmdt Carlos incentivando-nos a deixar na herança os cacos velhos do tempo da G3 ao Museu. Sim, porque não vamos levar para a vida eterna o que ainda resta lá pelos cantos da casa. O Carlos Costa em grande plano à esquerda, desconfiado, a pensar nos seus tempos da pangaiada lá nas Índias e do campo de concentração por onde passou.
Só carequinhas e cabelos brancos com muita vida e melhores histórias 
Força companheiros. Vamos a eles.



O segundo ataque não teve história, pois o IN não deu resposta. Então vamos ao terceiro.

Aquele que nos deixa a rastejar, antes do café e bagaço, esses sim, para arrebitar.

Adeus, até ao meu regresso.
Mandem notícias