quarta-feira, 17 de abril de 2013

P97 - Dia de Primavera no Ninho, que foi a 13 de Abril

São Pedro mandou as suas águas para outros lados e deu-nos um belo dia para o Convívio mensal.
Embora com muitos Melros ausentes, o Ninho encheu. Não tivemos o "miserabilista" discurso que ninguém ouve, nem boas vindas aos novos Melros, porque o nosso Carlos esteve ausente.
O escrivão oficial, chamado "de eu mesmo", só soube por linhas travessas da ausência do dito, porque se não havia preparação de discurso à maneira.
Mas discurso mesmo é para Chefe de Tabanca e o resto são bolas fora.  
É bonito de se ver e sentir o nosso Ninho na Primavera.Verduras e Alfazemas que deleitam o olhar.
Isto é o poeta a falar - eu mesmo, o escrivão - que de verduras só conhece as que pairam sobre um prato. Mas que é bonito o intróito, não tenham dúvidas.
Então siga a reportagem, verdadeiramente dita, começando pelo acervo do Museu.
Há livros que podem levar para casa, camaradas, e lerem no sossego do lar.
Então entramos na parte importante, que é a comesaina. Ainda o Paulo não tinha feito a mesa e já a lateirada entrava nos comes.


A Punheta (de Bacalhau) só foi requisitada depois da foto. Mas com muitas reticências. O pessoal parece que não gosta do bico. Do grão, claro.
 Ó'pa eles, parece que está quente...
Chegado ao ponto, o escrivão - eu mesmo -  aviou umas garfadas de orelheira em vinagrete, uma delícia mesmo para quem tem dificuldades com o "corta palha". Ah e também umas "chamuças" picantes foram à vida. Empurradas por uma loirinha deliciosa, tirada à maneira pelo Chef Gil.
Mas é de ar e sol que o meu povo precisa.
Enquanto a rapaziada se entretinha nos tira-gosto, como dizem os nossos camaradas de além-mar, passear com a loirinha e ver como está o nosso Ninho neste início de Primavera é um prazer.
Depois de encher o peito de ar puro, é uma delícia ver a rapaziada já toda alapada à espera do seguinte.
 Saber aguentar é uma arte.
 Mas uma sopinha de legumes dourada cai que é uma beleza. Para quem gostar, claro.
A hora da sopa nunca mais acaba
 Mas até para apreciar sopa há mestres. E que o sabe fazer com todos os requintes.
 Intervalo entre umas e outras.
 Aguenta, camarada, que já vêm reforços...
 Demora a evacuação dos pratos da sopa, mas depois é rapidinho. Desta vais escapar.
 Para passar o tempo, sai mais uma de Museu.
 O Carlos é que já não aguenta mesmo. Mas prontos, pá, isso passa, não doi nada. Já vêm os reforços.
E chegaram mesmo, em forma de barriga de vacuum, assada nas horas precisas, com batatinhas e legumes. Até couvinhas de bruxelas vieram na maca. Quer dizer, na Travessa. Para ajudar na degostição. (Porra, já mudei várias vezes a forma de escrever este palavrão e sai sempre sublinhado de erro. Ó Carlos quando puderes põem a dicionário à maneira da gente se entender.) Só quero dizer que era bonita a travessa para a foto.
Um Bando Travestido de Melros, olhando um copo de água.
Estou farto de relatar. Acabei, prontos.
Não posso acabar. O querido amigo Neca das meiguices lu-náticas (lembras da Ribeira e da Lua, Neca), grande noite depois do Choupal, com Polícia e tudo. És o maior Neca.
Um grande MELRO, este Neca. Tem direito a tudo. Mas explica aí camarada, comias com um papel na mão ? Era um discurso ? 
 Chegaram os momentos íntimos. Cada um ao seu. Lembram-se das nossas brincadeiras de chavalos do bate-fica ??? Pois é assim a nossa Tabanca depois do enfardar.




 Chegou a hora...
 Este Famous Grouse é outro. E o camarada Bateira trás escondido para enganar os Melros. O Quim é que vai logo ao cheiro de outra coisa...Periquito...
 Olhem só, Pestes Grisalhas. Mas com muito prazer, não é rapaziada ?
Se bem me lembro, aqui a converseta era outra...
Os finalmentes. Ainda cabe mais um bocadinho do Bolo da Teixeira de Lamego que o camarada Jaquim trouxe para a rapaziada. Seco como cornos, mas o sr Presidente J-Teix./45-Bandalho, avia para não sobrar.


 Vai no ir ó Pessoal... Ninguém arreda.



 Dentro e fora...
 A sala depois da operação
Os restos do dia. Já chega da minha paciência. Adeus até ao meu regresso.
Mas que bom é estar no Choupal dos Melros. O resto é papagaiada, como diz o amigo e camarada Carlos Costa
O Indiano...

terça-feira, 5 de março de 2013

P96 - Monumento aos Combatentes de Avintes

Por lapso, melhor, por esquecimento, não coloquei a foto da maqueta do Monumento ao Combatente de África, que o nosso camarada Antero dos Combatentes de Avintes fez o favor de nos apresentar.
O Monumento provàvelmente será inaugurado no mês de Abril. Esperamos notícias posteriores para colocar o nosso espaço ao dispor dos Avintenses.

segunda-feira, 4 de março de 2013

P95 - 2.Março.2013 - Dia do Combatente

Celebrámos no sábado passado o Dia do Combatente do Ultramar em Gondomar. Infelizmente coincidente, anualmente, com a celebração em Matosinhos. Para a rapaziada, seja de onde for e onde estiver, que connosco partilhou destinos em outras terras com ou sem arma na mão, o nosso abraço. Aos camaradas que lá ficaram e aos que já nos deixaram,  fica a saudade. 

As comemorações iniciaram-se na Junta de Freguesia da Fânzeres, com uma exposição fotográfica que estará patente alguns dias (francamente, esqueci até quando e por isso peço ajuda aos camaradas que informem da data de encerramento). Também exposto está algum do espólio do nosso Museu.
Seguiu-se um acto religioso na Igreja de Fânzeres, partindo-se a romagem até ao Soldado.

Peço aos camaradas que me enviem fotos e textos para publicar e não só desses actos.
A primeira celebração foi ad-hoc em Outubro de 2009 e daí começou a germinar a ideia do Nosso Dia em Gondomar. E ad-hoc continuamos quando decidimos que seria o segundo sábado do mês de Março.
Por motivos que não entendo, ainda não foi oficialmente decretado pela entidades camarárias este Dia. Por isso continuamos ad/hoc.
Câmara Municipal e Juntas de Freguesia estiveram representadas. Em nome da comissão ad-hoc para o Dia do Soldado do Ultramar, Delfim Vilela deixou o apelo para que todos juntos consigamos ver este dia  formalizado. O texto do discurso segue na próxima postagem. 
 Uma secção de Artilheiros apresentou-se generosamente para prestar Honras Militares.

As entidades políticas concelhias e representantes da Comissão. Um apontamento muito significativo do discurso da Senhora Presidente da Junta de Fânzeres: 
 Um País sem Memória não é digno do seu Povo
 Seguiu-se o almoço na sede da Tabanca. 
Para além das habituais petiscadas, o Cozido à Choupal - e que cozido - foi o prato forte.
.

 Mas a "comidinha" também é pretexto para amenas cavaqueiras.

A senhora Presidente da Junta de Fânzeres, uma grande apoiante da rapaziada, deu-nos o prazer da sua companhia. Ao lado o seu esposo, o camarada Rocha, e o Barbosa um dos grandes impulsionadores desta Tabanca dos E'cus.






Infelizmente o Senhor Presidente da Câmara de Gondomar, criou vários factos no seu discurso, que além de deselegantes foram perfeitamente escusados. Começou por enxovalhar a secção militar presente por não lhe terem prestado Honras. Não entendi, porque conforme se pode ver na foto, elas foram-lhe prestadas. Emendou a seguir que a culpa não era do Furriel que comandava a pequena força, mas sim dos seus superiores por não lhe terem dado instruções. Se houve algum erro, sr. Presidente da Câmara, também foi nosso por não termos um Mestre de Cerimónias. Nem todos conhecem V. Exa para lhe dirigir cumprimentos. E que comparação, Sr. Presidente, porque na América é assim e em qualquer lado também. Se vamos comparar, talvez devessemos come;ar pelo respeito para com os outros.
Escusava também de comparar a sua administração camarária com outras Câmaras super endividadas, não vale a pena citar nomes, disse. Mas talvez os outros Presidentes de Câmara não andem nas bocas do mundo nem sejam notícias dos media pelas piores razões.
Também sabemos, senhor Presidente Major Valentim Loureiro, que desde a nossa entrada para o Serviço Militar nos ensinaram a tratarmo-nos por camaradas. Escusava de fazer alusão que não somos comunistas. Senhor Presidente, é muito feio tentar escarnecer de um Partido Político. Cada um é como é e o senhor não tem o direito de dar a sua opinião sobre isso, enquanto presente e presidindo a esta cerimónia singela para a qual tivemos o prazer de o convidar. O que se salienta, na medida em que em 4 anos foi a primeira vez que se apresentou pessoalmente.
Na sua qualidade de militar na reforma, contou parte da sua vida. Mas não toda, claro, alguma não se pode dizer em público, embora seja muito publicitada. Também não nos interessa, agora, para nada. Cada um sabe as linhas com que se coze ou cozeu..
Também não teve razão de chamar a quem não prestou serviço militar fugitivos por que tiveram medo. Infelizmente, muitos deles não fugiram da tropa, mas das más condições de vida, tal como hoje acontece, só que agora há liberdade e o poder politico nos aconselha a fazer.
E se vamos falar em medo, senhor Major, acho que poucos combatentes n\ao o tiveram. E como V. Exa muito bem disse, no ar condicionado ]e que se estava bem. E o pessoal do Quadro usou e abusou do ar condicionado, porque no mato poucos se viram.
Senhor Presidente da Câmara. O acto que se realizou foi para homenagear o Dia do Combatente e dos Militares Mortos em Combate do Concelho de Gondomar. Por extensão a todos os portugueses que lá ficaram. E lembro ao Senhor Major, porque não se recordou, que foram mais de 8.300 portugueses os camaradas mortos. Mas o senhor Major Valentim Loureiro, esqueceu/se de mencionar a Índia. Ainda reside no concelho, pelo menos um de nos, que la esteve prisioneiro. 
Somos gente simples, Senhor Major na reforma e Presidente da Câmara de Gondomar. Apenas queremos que a edilidade reconheça o nosso Dia.
A política e o enxovalho poderiam ter ficado para outras alturas como quando faz politica. Tal como o senhor, também sou muito frontal. Por isso fiquei indignado com uma grande parte do que discursou. 

Peço desculpa aos camaradas por estar a utilizar este nosso espaço com uma opinião pessoal. Se houver desacordos quanto a isso, é só comunicarem que o retirarei.  
A Senhora Presidente da Junta de Freguesia de Fanzeres ofertou o 
Livro da Monografia da Freguesia ao Museu.

  
O momento da Homenagem Militar aos Combatentes Mortos em combate.

Caros amigos e camaradas, haver]a imperfei;\oes na coloca;\ao e espa;amento das imagens e tambem erros em algumas palavras. De vez enquando este espa;o ou este meu pc resolve dar umas ab]ebias destas. Mas paciencia.


P94 - Discurso da Comissão





segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

P92 - 8 de Fevereiro

O Choupal ainda só com troncos e ramos despidos e um sol quente-frio de que alguns Melros têm medo, recebe-nos para mais uma confraternização-convívio.

É o momento de pôr em dia algumas conversetas e contar umas piadas, sejam de diplomas dos novos "doutores", ou dos "aguentas do Ulrich e os sem-abrigo", do "esquecimento dos milhões do Salgado" que até nem paga juros nem multas.
Mas sem dúvida é a mais recente "Bojarda" lançada pelo deputado Carlos Peixoto, chamando-nos - e a todos os "velhinhos caquécticos" que por aqui ainda andamos - de Peste Grisalha.
De Geração Perdida a Peste Grisalha foi só um passo de 40 e tal anos.
A rapaziada vai-se juntando e mata saudades olhando os mapas, peças, armas, livros, enfim, todas as recordações que vamos deixando e que fazem parte do espólio do nosso Museu e o Gil tem o cuidado de todos os meses expôr na sala onde amesentamos. 
O Quim Soares acrescentou ao espólio uma garrafa de uisquie velhinha de mais de 40 anos, com a marca da sua companhia. Tão entusiasmado estava que nem a deixou fotografar com medo que ela se fosse. Também um estojo de pequenas cirurgias foi ofertado. É a vez do Carlos Silva fazer a devida referência das ofertas...
Os entretantos comestíveis foram chegando e entre uma trincadela e outra a converseta continua.
Ordem de ocupar cadeiras que o prato forte estava a chegar.
Como manda a velha tradição nortenha, antes da Quaresma é para enfartar. O Gil não esqueceu e umas belas Tripas foram aviadas. Também um lombo foi servido para os "esquisitos".
É só Pestes-Grisalhas, disfarçados de ex-comandos e rangeres. Dionísio, Santos Oliveira, Neca Quelhas e J.Teixeira.
A solidariedade da Peste Grisalha é permanente e efectiva.
Sobrou um "poucachinho" de bolo que foi mais como que um para empurrar o Tinto. O que parece uma barriguinha do eu é só tabaco, telefone, lenço, tudo no bolso descido. Nada de más interpretações. Fotos de autor desconhecido.
Um grupinho está atento ao problema de um camarada exposto ao Carlos que vai tentar ajudar.

Conversetas depois da hora, que se prolongaram no Choupal, que obrigou o Gil a acender a luz.
Hora do Recolher, quási noite cerrada e lá foram os Melros à sua vida...

Uns apontamentos e informações.
No próximo dia 2 de Março realiza-se a Homenagem ao Combatente do Ultramar, sendo o ponto alto cerca das 12 horas junto ao Monumento inaugurado em 24 de Novembro de 1971 e ao Memorial homenageando os 81 Gondomarenses Mortos durante a Guerra de África de 1961 a 1974.
Desentendimentos vários que não interessam para este espaço, cuja missão é unir e levar ao conhecimento da velha rapaziada espalhada pelo País a nossa convivência, fazem deste dia o que ele não merece. Mesquinharias.
Para unir mesmo, o nosso convívio comensal do próximo mês de Março é no dia 2, no local habitual, o Choupal dos Melros.
O preço também é o habitual, nem mais um centavo. 17€50

O programa da Homenagem será divulgado creio que pela Junta de Freguesia de Fânzeres.
Aqui estaremos a dá-lo a conhecer.

Aos camaradas, amigos, familiares, que queiram estar no almoço, pedimos que façam a marcação para os seguintes endereços:
Restaurante Choupal dos Melros: Tel. 224890622 ou 919677859
Emails: portojo@gmail.com
           carsilva.advogado@gmail.com
           choupal@quintadoschoupos.com

Até lá, um abraço dos Rapazes da Peste Grisalha da Tabanca dos Melros

P91 - Ao Carlos Vinhal

O nosso querido amigo e camarada Carlos Vinhal está de luto.

A sua ausência no passado sábado foi notada mas nada nos levava a crer que estivesse a passar por momentos dificeis.

Faleceu sua mãe.

Neste momento de muita tristeza, todos nós da Tabanca dos Melros nos associamos à sua dor e daqui lhe enviamos as nossas condolências.

Força amigo Carlos.