segunda-feira, 14 de junho de 2010

P32 - Manuel Carmelita

O nosso camarada Manuel Carmelita deixou-nos o registo de sábado passado com estas imagens que dispensam comentários.
Mas para que conste tudo nos conformes, fica também a sua mensagem escrita.
Tabanca dos Melros 12-06-2010
Mais um dia em grande
Um abraço
Manuel Carmelita





Que fabulosas fotos aéreas. Isto não está ao alcance de qualquer um ...

Um apontamento especial para o Pisga, de Custóias, também Almeida.
Pena não poder entrar nos digestivos...
Não sei o que o Chefe da Tabanca queria de mim...
O Quelhas tentou convencer o Mário para alguma coisa.
Mas não deu. Nem ele sabe o que perdeu, Neca...
O Manel Cibrão em conversa com o Carlos Costa
Camarada Rolando Basto, que se passava ? Não me lembro ...
Lombo de Porco e Cabrito foi o prato forte.
Que aérea mais linda ...
Quem meteu a faca ao bolo ?
Maçãs Reinetas assadas. Quem não comeu não sabe o que perdeu
Feitios...
Obrigado Manel, pelas belas fotos.










domingo, 13 de junho de 2010

P31 - Mensagem do David Guimarães

E ONTEM, DIA 12 MAIS UMA PASSEATA ATÉ À TABANCA DOS MELROS... MAIS UM RONCO
É sempre com um prazer extraordinário que sempre ando nestes "atambacamentos" de amigos que um dia com outras idades andaram numa guerra. Ontem foi mais um dia desses, uma festa como sempre o é - e lá estavam os que foram...
Um dos amigos dizia-me - tu não és assim, costumas ser mais alegre! Eu disse que eu era assim mesmo e que nem sempre me estava a rir mas estava muito bem - eu efectivamente estava - no entanto na altura estava a pensar uma coisa que a mim me confunde... Eu de Espinho estava ali, já me tinha lamentado ao chefe da casa da razão de não ter estado na última reunião bem como ao Chefe de Tabanca que onde está é uma festa sempre - pelo empenho, pela força e aposta que faz em que os da sua terra se reúnam mais e mais "UMA VEZ POR MÊS". Só que ontem estavam não muitos menos amigos que da última ou penúltima vez... Teria sido coincidência? Esperemos que sim, eu espero que sim... É um espaço agradável, com estacionamento onde não há multas e o preço é sempre a mesma agradável surpresa - 15 Euros uma vez por mês, mesmo com a carestia de vida creio que com menos 15 Euros mensais a nossa economia caseira não se notará muito em desfalque... modesta opinião minha...
Não querendo fazer comentários em comparações - disse e bem, que quando alguém falta na tabanca semanal de Matosinhos nota-se só porque é um amigo que falta mas em quantidade não - pois que quando falta um mais dois ou mais aparecem. Sei contudo também que se forem os atabancados militantes de Matosinhos aos Melros também - então o Gil teria que colocar a sala grande a funcionar porque uns e outros fariam muitos... Assim notei ontem que éramos de menos...

Eu não faço apelos - mas que bem gostaria que aquilo estivesse cheio de gente - o que fará com que as pessoas não se unam para confraternizar? Ontem estão os camaradas Gondomarenses especialmente?
Venham ver o museu que se está a criar e já tem espaço próprio gentilmente cedido pelo Gil, dono da tabanca e que o Carlos Silva Chefe tanto esmero e empenho tem em que ele exista - e cada vez com mais roncos...
Agora só falta a cabeça e a boina - a farda já lá consta...
Ontem como que ficou apalavrado que na próxima reunião - 10 de Julho, existam momentos de fado - em que nós os ex-combatentes temos o grato prazer de participar - vamos colocar momentos "baladeiros" dentro das tabancas com a indolência do fado na circunstância - o que não quer com isto dizer que outros momentos culturais não possam aparecer, mas claro - eu sou suspeito - aprendi que uma viola tem seis cordas e serve para tocar; as armas ficaram lá - quando passei à disponibilidade e então essas davam outra música - música essa que nos fez agora estarmos juntos e pensarmos de maneira diversa...
VAMOS À TABANCA DOS MELROS NO DIA 10? combinado...
Um abraço David Guimarães

P30 - 12.06.2010 - A Tabanca mudou de Ninho

Foi para nós muito triste a semana que terminou, pois faleceram as mães dos nossos camaradas Quelhas e Pontes. Um abraço de solidariedade para eles. Aproveitei uma ida a Gondomar e quis recordar o actual Largo do Souto, local que já foi de grande tradição para as gentes do concelho.
Por outro lado, veja-se a estação do metro de Cabanas, a dois passos do Choupal dos Melros, que vai facilitar o acesso à nossa Tabanca dos Ecus. Li que seria aberta esta linha que vem desde o Dragão, este mês. Será que alguém acredita ?
Mas sigamos a caminho do Ninho e não custa deitar uma olhadela ao Rio Torto, que devido às chuvadas dos últimos dias, torna a levar água. Pena a porcaria que deitam para o seu leito. Convém o Gil mexer os cordelinhos e chamar a Presidente da Junta de Freguesia de Fânzeres, esposa do nosso camarada Rocha, para ajudar a que venham despoluir este regato.
Entrando no nosso Ninho, nota-se a grande força da Primavera. O jardim "sala de visitas" está lindo. Mas mais umas flores vinham dar-lhe um agrado, embora as hortências contrastem com todo o verde envolvente. Parabéns Gil pelo primor.
É um prazer passear pelas latadas e olhar as videiras já carregadas com os pequenos cachos de uvas.
Alternativas para abrigar os Melros não faltam. Há um que fugiu há dezenas de anos. Mas outros vieram e livres que só eles. Toma e Anda.
Um "velho" carro que já foi puxado a bois, agora é mesa de apoio, com o requinte aprimorado da Quinta dos Choupos.
O velho cartaz erótico do Adriano Ramos Pinto em grande destaque na entrada do Ninho ontem oferecido a estes Melros. A minha antiquíssima alma gráfica deixou-me pregado a este cartaz que bem conheci.
Os Melros foram chegando e olha "p'ra eles" no poleiro.
Como de costume, para as quitudes iniciais vão os melros debicando, como que a medo...
... Mas olhando para o "milho"...
... depressa chegam ao comedouro.
Horas agora para completar o repasto com coisas mais substanciais. Porque melro que é melro, não vai só ao milho. Mas temos novidades no Ninho.
Que embora mudado, fica no mesmo galho.
blábláblá...
mais blábláblá
... idem + blábláblá...
...nunca mais acaba o blábláblá...
...que até já irrita de tanto blábláblá
Foi muito bom ver de novo o Carmelita que trouxe pela primeira vez ao Ninho o nosso comum amigo e ex-camarada Pisga, o Custóias, que também é Almeida. Uma velhice que é um posto.
O Carlos trouxe para o Museu mais um Ronco. Um diário de guerra, escrito em Árabe (?). Recordações dos seus tempos de "guerreiro"
E também ofereceu a farda numero 2, com bandeta incluída.
As coisas que esta gente guarda.
Mas houve quem gostasse de experimentar. A jaqueta e só.
Como fica linda ao Mário.
Acho que nunca senti coisa mais áspera no pelo.
Mas há ainda a quem fique bem com ela vestida. Ou será fardada ?
Será que era assim que se chamava?
Aqui ao Barbosa é que não de certeza.
Olha p'a este. Ganda pira
O Quelhas só quis posar com o chapéu dos Mamadus
Para acabar, o nosso tenor privativo, Carlos Costa, obsequiou-nos com 2 trechos
Espero que gostem desta voz de "anjo"
O David Guimarães ofereceu-se para nos deliciar quando quizessemos com uma bela sessão de Fados e Guitarradas. Mas tem de ser coisa a sério. O Carlos Silva anotou os dias disponíveis do Guimarães. Espero agora que não caia no esquecimento, como já aconteceu em outras Tabancas.
Um abraço e até breve.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

P29 - Rebuscando arquivos

Caros companheiros e amigos.
Esqueci que tinha aqui uns vídeos longa metragem, que embora não sendo grande coisa, são coisa grande e sem nexo. Mas valem o que valem.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

P28 - Afinal não estava doido

Do Neca Quelhas para o Armando Martins

Meu caro Armando,
Este fim de semana a Tabanca dos Melros foi especial.
O Tenente Coronel Pessoa, piloto da Força aérea que fora abatido em Guilege, confirmou aquilo que Há muito eu vinha dizendo, mas que ninguém acreditava em mim. Por ironia do destino, o Tenente Coronel Pessoa perguntou-me onde estivera, e eu respondi-lhe que estivera em Mansabá (Zona do Morés).
-"Então deve-se lembrar do fiat que lá se despenhou..
- Claro que me lembro! em Setembro de 1973 eu estava lá."
Ainda bem que me fizera aquela pergunta, pois acabara de me tirar um enorme pesadelo de cima de mim. Já tinha comentado esta situação com muitos camaradas, e todos me diziam que isso não podia ser, que eu estava enganado, que isso era mentira. Cansado, deixei de falar disso pois eu próprio passei a não ter a certeza do que estava a falar e a pensar se teria sonhado ou se estava doido. Afinal não sonhara, o fiat despenhara-se mesmo e o Piloto era afinal o Tenente VANZELER que acabou por ser recuperado pelas nossas tropas. Para nós o fiat fora abatido, mas isso pouco importa, se o Tentente Coronel Pessoa o diz, é porque é verdade. Felizmente que estes encontros servem para conhecer pessoas e camaradas que deram o seu melhor. Nós é que somos o testemunho vivo da nossa História em terras de África.

Também gostei muito de conhecer a Giselda ( enfermeira Paraquedista) que todos conhecem, Esposa do Pessoa.

Um bem haja a todos os camaradas,
Um abraço.
M.Quelhasex 1º cabo

Resposta do Armando

Caro Neca de ti Mina:


Está carregado de razão, mas não me lembro sequer de termos falado neste assunto portanto está tudo certo, só há um pequeno problema, o Sr. Miguel Pessoa é Coronel na reserva na altura era Tenente, que eu conheci em 1972 na BA 5 Monte Real , onde prestei serviço na secção de Incêndios e o Sr. Wanzeler que eu tambem conheciem Monte Real , era na altura Capitão, sei que teve problemas com um Fiat G91 na Guiné, mas não me lembro da data, se tu o dizes é porque sabes.Se ficou tudo esclarecido, ainda bem, para isso tambem servem estes encontros. Vou passar o teu e-mail ao Jorge Teixeira (Portojo) esse camarada tem muitos mais contactos do que eu da malta toda.
Abraço
A. Martins
Ex- sold. Caut. FAPGuiné

P27 - Na Tabanca dos Melros


Aproveitando a organização do almoço anual do curso de enfermagem da Giselda (da antiga Escola de Enfermagem do Hospital de S.João, no Porto), que decorreu em Braga no passado dia 9, decidimos aproveitar a oportunidade e alinhar num convívio da Tabanca dos Melros, no Choupal dos ditos, em Fânzeres, no dia anterior.
Para além da conveniência de datas - em dias seguidos, 8 e 9 - acresce o facto de contar encontrar no local alguns dos tabanqueiros que vou contactando por aí - Portojo, Carlos Silva, Carvalho, Eduardo Campos, Miguel Falcão e outros - e ainda poder rever o anfitrião/dono do Choupal, o Gil Moutinho, nosso antigo companheiro nas andanças pelos ares da Guiné.
E se o encontro cumpriu conforme prometia, não deixei de ter duas surpresas curiosas, decorrentes de conversas que tive com dois dos participantes no almoço. Ei-los nesta foto, numa conversa particular, o Armando Martins e o Quelhas (peço desculpa se os nomes estão incorrectos, mas estou a fiar-me na minha memória e ela já não é o que era...), que foram, há muito tempo, observadores atentos de episódios em que eu também estive envolvido.
Bom, no meio de uma conversa que estava a ter com o Armando Martins, constatei que tinhamos estado nos mesmos sítios e na mesma época. Assim, antes de embarcarmos para a Guiné, no fim de 1972, estivemos ambos colocados na Base Aérea de Monte Real, eu tirando o curso operacional no F-86 e Fiat G-91, ele colocado no serviço de incêndios (bombeiros). E, tendo ele referido este facto, lembrei-me de um episódio decorrido durante a minha qualificação, numa altura em que já tinha começado a minha adaptação ao Fiat G-91. Nessa altura iniciava-se a utilização regular dos "drop-tanks"* de 120 galões em substituição dos antigos drops de 69 galões (naturalmente com o objectivo de aumentar a autonomia do avião e o tempo disponível na zona do objectivo).
O sistema deveria sofrer de alguns problemas de juventude, pois só sei que na recuperação de uma passe na carreira de tiro da Base um dos "drops" resolveu ir-se embora sem que eu tivesse tido qualquer interferência nesse facto... Devo confessar que tivemos alguma sorte neste incidente - eu e os bombeiros que estavam a fazer a segurança ao local, bem próximos do local em que o "drop"acabou por cair... Felizmente conseguiu-se provar que não tinha havido nabice da minha parte - o que neste caso foi o primeiro pensamento dos veteranos Falcões face à periquitice do Abibe**...
Lembrei-me então de perguntar ao Armando Martins se ele se recordava deste incidente e fiquei surpreendido quando ele confirmou que estava lá naquele dia... A esta distância é realmente curioso como as nossas vidas se vão cruzando com a de outros e só ao fim de muito tempo é que nos damos conta disso...
O Quelhas surpreendeu-me igualmente. Explicava-me ele que tinha estado em Mansabá no ano de 1973 e, lembrando-me eu de um incidente ocorrido com um dos nossos Fiats numa operação no Morés - que obrigou o piloto a ejectar-se - perguntei ao Quelhas se ele se lembrava desse episódio. A veemência com que me respondeu surpreendeu-me, mas depois fiquei esclarecido. Essa operação que eu refiro enquadrava-se numa heli-colocação que tinha sido organizada em pleno Morés, iniciada com um bombardeamento na zona da heli-colocação, avançando depois os helicópteros com pessoal, para os largar no terreno.
Eu era o nº2 da formação e a coisa correu bem até à entrada ao passe do nº4. Por motivos que se desconhecem o avião desse piloto ficou subitamente descontrolado, forçando o piloto a ejectar-se. Imagine-se agora o que é seis ou sete helis dirigindo-se para o local e verem subitamente um avião despenhar-se mesmo à sua frente e um piloto a descer lentamente no seu pára-quedas. É claro que a heli-colocação foi abortada e a primeira preocupação foi recuperar o piloto. Lá seguiram os helis atrás do chefe e vá de pousar os estojos no chão, onde fosse possível. A verdade é que a coisa não correu nada bem e, cancelada a missão, acabámos por perder quase todo o dia a recuperar os helicópteros danificados nessa aterragem inesperado em local difícil. Vá lá, ao fim do dia o saldo era minimamente positivo - o piloto foi recuperado de imediato pelo primeiro helicóptero e os helicópteros danificados tinham conseguido regressar à Base, à custa do esforço dos mecânicos e dos pilotos que foi preciso manter no local... e por cima, para garantir a segurança da operação...
É aqui que entra o nosso camarada Quelhas na história - ela aguardava o regresso dos helis para ser integrado numa segunda leva que iria colocar mais pessoal no terreno. E foi do local em que se encontrava que viu o avião a despenhar-se. O problema com que se deparou foi o facto de ninguém ter acreditado nele... Segundo me confessou, ao longo dos anos foi começando a desconfiar do estado dos seus neurónios... Calcule-se por isso a sua enorme satisfação ao ver confirmada por mim a sua história... ao fim de 37 anos...
Não duvido que estes convívios, para além da sã confraternização entre os ex-combatentes, permitem por vezes momentos curiosos como estes que hoje aqui relato.

Miguel Pessoa

* "Drop-tanks" são depósito externos transportados nos suportes existentes por baixo das asas. Como o nome indica, podem ser ejectados em voo, em caso de necessidade.
** Falcões, assim eram chamados os pilotos operacionais da Esquadra. Os Abibes (uma ave de fraca figura) eram os pilotos em curso, que ainda tinham tudo para provar... (Eram os periquitos lá do sítio...).

domingo, 9 de maio de 2010

P26 - Encontro em 8.05.2010

Convívio bonito o de Sábado passado, com uma assinalável presença de representantes de outras Tabancas.

Embora numa época de grandes convívios de norte a sul do País com a rapaziada a reencontrar os antigos camaradas, tivemos uma Casa Boa, cheia de alegria, boa comida e bebida e muita música.
A Giselda e o Pessoa finalmente compareceram e o Armando Martins fez as honras da casa

Silvas e Teixeiras recordei. E também o Rufino. Mas isso são outras estórias.
O Campos, o Zé Manel e o Carvalho. O Zé Castro, Nosso querido Convidado especial, Ao fundo.
O Zé Manel Vinhateiro tinha prometido uma visita que finalmente se concretizou. E sem boné. O Carvalho, famoso régulo de Mampatá e Medas, porque o tempo estava de chuva, esqueceu a reforma agrária e também compareceu.
Nomes são para o Carlos Silva, pois a minha cabeça já não dá mais. Mas de Oliveira de Azeméis vieram estes queridos confraternizantes. O Apolo Leite e Esposa.
Aspecto parcial, numa de baixinhas
Pormenor. Cavaqueira e estórias. O Zé Castro e o Armando Martins combinam o momento musical O Silvério Lobo estava ali ao lado numa outra confraternização.
Teve um tempinho para vir dar um abraço à malta.
Já nos "despois", é ouvi-los Contar umas estórias
Silvas e Teixeiras ao ataque do Faustino
Combinando algo ? Cheira-me que sim ...
Tempinho para uma foto aos novos habitantes da casa.
Convívio deve ser alegre e complementado com comida boa. O Bacalhau à Zé do Pipo, famosa receita portuense, estava uma delícia. Mas o Arroz de Pato, nem se fala. Claro que o Gil não esquece aquelas "boquinhas" iniciais: presunto, salpicão, salgadinhos, morcela assada, etc; Nem como das finais: Doces, uma variedade já nossa conhecida, fruta que já não é só da época mas de todo o ano.
O Zé Manel teve a grandeza de nos oferecer da sua Aguardente, bem como do Famoso Vinho Fino, que fez estalar a língua das donzelas e mancebos presentes.
Da muita música cantada e tocada, fica apenas este pequeno trecho para não saturar
Um abraço, bons convívios e até 12 de Junho.