terça-feira, 5 de março de 2013

P96 - Monumento aos Combatentes de Avintes

Por lapso, melhor, por esquecimento, não coloquei a foto da maqueta do Monumento ao Combatente de África, que o nosso camarada Antero dos Combatentes de Avintes fez o favor de nos apresentar.
O Monumento provàvelmente será inaugurado no mês de Abril. Esperamos notícias posteriores para colocar o nosso espaço ao dispor dos Avintenses.

segunda-feira, 4 de março de 2013

P95 - 2.Março.2013 - Dia do Combatente

Celebrámos no sábado passado o Dia do Combatente do Ultramar em Gondomar. Infelizmente coincidente, anualmente, com a celebração em Matosinhos. Para a rapaziada, seja de onde for e onde estiver, que connosco partilhou destinos em outras terras com ou sem arma na mão, o nosso abraço. Aos camaradas que lá ficaram e aos que já nos deixaram,  fica a saudade. 

As comemorações iniciaram-se na Junta de Freguesia da Fânzeres, com uma exposição fotográfica que estará patente alguns dias (francamente, esqueci até quando e por isso peço ajuda aos camaradas que informem da data de encerramento). Também exposto está algum do espólio do nosso Museu.
Seguiu-se um acto religioso na Igreja de Fânzeres, partindo-se a romagem até ao Soldado.

Peço aos camaradas que me enviem fotos e textos para publicar e não só desses actos.
A primeira celebração foi ad-hoc em Outubro de 2009 e daí começou a germinar a ideia do Nosso Dia em Gondomar. E ad-hoc continuamos quando decidimos que seria o segundo sábado do mês de Março.
Por motivos que não entendo, ainda não foi oficialmente decretado pela entidades camarárias este Dia. Por isso continuamos ad/hoc.
Câmara Municipal e Juntas de Freguesia estiveram representadas. Em nome da comissão ad-hoc para o Dia do Soldado do Ultramar, Delfim Vilela deixou o apelo para que todos juntos consigamos ver este dia  formalizado. O texto do discurso segue na próxima postagem. 
 Uma secção de Artilheiros apresentou-se generosamente para prestar Honras Militares.

As entidades políticas concelhias e representantes da Comissão. Um apontamento muito significativo do discurso da Senhora Presidente da Junta de Fânzeres: 
 Um País sem Memória não é digno do seu Povo
 Seguiu-se o almoço na sede da Tabanca. 
Para além das habituais petiscadas, o Cozido à Choupal - e que cozido - foi o prato forte.
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 Mas a "comidinha" também é pretexto para amenas cavaqueiras.

A senhora Presidente da Junta de Fânzeres, uma grande apoiante da rapaziada, deu-nos o prazer da sua companhia. Ao lado o seu esposo, o camarada Rocha, e o Barbosa um dos grandes impulsionadores desta Tabanca dos E'cus.






Infelizmente o Senhor Presidente da Câmara de Gondomar, criou vários factos no seu discurso, que além de deselegantes foram perfeitamente escusados. Começou por enxovalhar a secção militar presente por não lhe terem prestado Honras. Não entendi, porque conforme se pode ver na foto, elas foram-lhe prestadas. Emendou a seguir que a culpa não era do Furriel que comandava a pequena força, mas sim dos seus superiores por não lhe terem dado instruções. Se houve algum erro, sr. Presidente da Câmara, também foi nosso por não termos um Mestre de Cerimónias. Nem todos conhecem V. Exa para lhe dirigir cumprimentos. E que comparação, Sr. Presidente, porque na América é assim e em qualquer lado também. Se vamos comparar, talvez devessemos come;ar pelo respeito para com os outros.
Escusava também de comparar a sua administração camarária com outras Câmaras super endividadas, não vale a pena citar nomes, disse. Mas talvez os outros Presidentes de Câmara não andem nas bocas do mundo nem sejam notícias dos media pelas piores razões.
Também sabemos, senhor Presidente Major Valentim Loureiro, que desde a nossa entrada para o Serviço Militar nos ensinaram a tratarmo-nos por camaradas. Escusava de fazer alusão que não somos comunistas. Senhor Presidente, é muito feio tentar escarnecer de um Partido Político. Cada um é como é e o senhor não tem o direito de dar a sua opinião sobre isso, enquanto presente e presidindo a esta cerimónia singela para a qual tivemos o prazer de o convidar. O que se salienta, na medida em que em 4 anos foi a primeira vez que se apresentou pessoalmente.
Na sua qualidade de militar na reforma, contou parte da sua vida. Mas não toda, claro, alguma não se pode dizer em público, embora seja muito publicitada. Também não nos interessa, agora, para nada. Cada um sabe as linhas com que se coze ou cozeu..
Também não teve razão de chamar a quem não prestou serviço militar fugitivos por que tiveram medo. Infelizmente, muitos deles não fugiram da tropa, mas das más condições de vida, tal como hoje acontece, só que agora há liberdade e o poder politico nos aconselha a fazer.
E se vamos falar em medo, senhor Major, acho que poucos combatentes n\ao o tiveram. E como V. Exa muito bem disse, no ar condicionado ]e que se estava bem. E o pessoal do Quadro usou e abusou do ar condicionado, porque no mato poucos se viram.
Senhor Presidente da Câmara. O acto que se realizou foi para homenagear o Dia do Combatente e dos Militares Mortos em Combate do Concelho de Gondomar. Por extensão a todos os portugueses que lá ficaram. E lembro ao Senhor Major, porque não se recordou, que foram mais de 8.300 portugueses os camaradas mortos. Mas o senhor Major Valentim Loureiro, esqueceu/se de mencionar a Índia. Ainda reside no concelho, pelo menos um de nos, que la esteve prisioneiro. 
Somos gente simples, Senhor Major na reforma e Presidente da Câmara de Gondomar. Apenas queremos que a edilidade reconheça o nosso Dia.
A política e o enxovalho poderiam ter ficado para outras alturas como quando faz politica. Tal como o senhor, também sou muito frontal. Por isso fiquei indignado com uma grande parte do que discursou. 

Peço desculpa aos camaradas por estar a utilizar este nosso espaço com uma opinião pessoal. Se houver desacordos quanto a isso, é só comunicarem que o retirarei.  
A Senhora Presidente da Junta de Freguesia de Fanzeres ofertou o 
Livro da Monografia da Freguesia ao Museu.

  
O momento da Homenagem Militar aos Combatentes Mortos em combate.

Caros amigos e camaradas, haver]a imperfei;\oes na coloca;\ao e espa;amento das imagens e tambem erros em algumas palavras. De vez enquando este espa;o ou este meu pc resolve dar umas ab]ebias destas. Mas paciencia.


P94 - Discurso da Comissão





segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

P92 - 8 de Fevereiro

O Choupal ainda só com troncos e ramos despidos e um sol quente-frio de que alguns Melros têm medo, recebe-nos para mais uma confraternização-convívio.

É o momento de pôr em dia algumas conversetas e contar umas piadas, sejam de diplomas dos novos "doutores", ou dos "aguentas do Ulrich e os sem-abrigo", do "esquecimento dos milhões do Salgado" que até nem paga juros nem multas.
Mas sem dúvida é a mais recente "Bojarda" lançada pelo deputado Carlos Peixoto, chamando-nos - e a todos os "velhinhos caquécticos" que por aqui ainda andamos - de Peste Grisalha.
De Geração Perdida a Peste Grisalha foi só um passo de 40 e tal anos.
A rapaziada vai-se juntando e mata saudades olhando os mapas, peças, armas, livros, enfim, todas as recordações que vamos deixando e que fazem parte do espólio do nosso Museu e o Gil tem o cuidado de todos os meses expôr na sala onde amesentamos. 
O Quim Soares acrescentou ao espólio uma garrafa de uisquie velhinha de mais de 40 anos, com a marca da sua companhia. Tão entusiasmado estava que nem a deixou fotografar com medo que ela se fosse. Também um estojo de pequenas cirurgias foi ofertado. É a vez do Carlos Silva fazer a devida referência das ofertas...
Os entretantos comestíveis foram chegando e entre uma trincadela e outra a converseta continua.
Ordem de ocupar cadeiras que o prato forte estava a chegar.
Como manda a velha tradição nortenha, antes da Quaresma é para enfartar. O Gil não esqueceu e umas belas Tripas foram aviadas. Também um lombo foi servido para os "esquisitos".
É só Pestes-Grisalhas, disfarçados de ex-comandos e rangeres. Dionísio, Santos Oliveira, Neca Quelhas e J.Teixeira.
A solidariedade da Peste Grisalha é permanente e efectiva.
Sobrou um "poucachinho" de bolo que foi mais como que um para empurrar o Tinto. O que parece uma barriguinha do eu é só tabaco, telefone, lenço, tudo no bolso descido. Nada de más interpretações. Fotos de autor desconhecido.
Um grupinho está atento ao problema de um camarada exposto ao Carlos que vai tentar ajudar.

Conversetas depois da hora, que se prolongaram no Choupal, que obrigou o Gil a acender a luz.
Hora do Recolher, quási noite cerrada e lá foram os Melros à sua vida...

Uns apontamentos e informações.
No próximo dia 2 de Março realiza-se a Homenagem ao Combatente do Ultramar, sendo o ponto alto cerca das 12 horas junto ao Monumento inaugurado em 24 de Novembro de 1971 e ao Memorial homenageando os 81 Gondomarenses Mortos durante a Guerra de África de 1961 a 1974.
Desentendimentos vários que não interessam para este espaço, cuja missão é unir e levar ao conhecimento da velha rapaziada espalhada pelo País a nossa convivência, fazem deste dia o que ele não merece. Mesquinharias.
Para unir mesmo, o nosso convívio comensal do próximo mês de Março é no dia 2, no local habitual, o Choupal dos Melros.
O preço também é o habitual, nem mais um centavo. 17€50

O programa da Homenagem será divulgado creio que pela Junta de Freguesia de Fânzeres.
Aqui estaremos a dá-lo a conhecer.

Aos camaradas, amigos, familiares, que queiram estar no almoço, pedimos que façam a marcação para os seguintes endereços:
Restaurante Choupal dos Melros: Tel. 224890622 ou 919677859
Emails: portojo@gmail.com
           carsilva.advogado@gmail.com
           choupal@quintadoschoupos.com

Até lá, um abraço dos Rapazes da Peste Grisalha da Tabanca dos Melros

P91 - Ao Carlos Vinhal

O nosso querido amigo e camarada Carlos Vinhal está de luto.

A sua ausência no passado sábado foi notada mas nada nos levava a crer que estivesse a passar por momentos dificeis.

Faleceu sua mãe.

Neste momento de muita tristeza, todos nós da Tabanca dos Melros nos associamos à sua dor e daqui lhe enviamos as nossas condolências.

Força amigo Carlos.

domingo, 13 de janeiro de 2013

P90 - Salvé Melros

Como qualquer bom correspondente de guerra incumbido para uma operação difícil, chegar atrasado à guerra pode ser bom ou mau. Depende de conforme se queira ver (ou imaginar) o ângulo do correspondente.
No caso presente desta correspondência, nem foi bom nem mau. Antes pelo contrário. Isto quer dizer que o correspondente tinha todos os argumentos que só mais três correspondentes poderiam confirmar para chegarem atrasados, mas ainda a tempo de apanhar com algumas boas "bojardas".
É certo que se perderam os preliminares, isto é, o breefing da operação.  Normalmente costuma ser de grande importância pois os operacionais querem saber todos os pormenores, tais como: estás melhor da artrite, já não usas as bengalas, a fiseoterapia está a resultar, descontaram-te algum na reforma deste mês, deixaste de fumar, o bagaço era bom, tudo seguido de interrogações pois só assim a comunicação é perfeita.
Nada a fazer quando se perdem os preliminares mas mesmo assim conseguimos integrar a cauda da coluna cuja cabeça já estava no objectivo número 1 atacando à vista a Punheta de Bacalhau, o Presunto, o Chispe, as Chouriças, as Tripas e Alheiras, a Bola de Carne. Empurrando o IN com muito verde, branco, rosé, tinto, cerveja, água de desidratação (pouca e comovente).
Reforços humanos, fresquinhos em folha, apareciam aqui e ali.
O correspondente só anota, pois o chefe Carlos Silva das operações básicas fez o favor de ficar na retaguarda moura e o sub-chefe Barbosa estava meio ó pra lá porque causa da prótese nova. Assim, as apresentações ficarão para outra operação.
Mas o Barbosa vai aprender depressa a funcionar com a prótese-trituradora, quando mais não seja retirando-a nos momentos operacionais, como faz aqui o correspondente.
Após um descanso merecido, retomou-se a operação para o objectivo dois, diga-se de passagem, muito mais ameno. Ambiente aquecido com uns toros a arder na centenária lareira e ficamos todos a postos, menos os correspondentes que precisavam de registar as imagens para complementar os seus artigos.
O ataque começou com a carga sobre um creme de feijão, que umas "sopinhas" de pão ajudaram a fortalecer.
A segunda vaga caiu sobre um pica no chão. O Cmdt-em-Chefe Gil deve ter ficado com a cabeça em água quando contava com uma unidade de 20 elementos e lhe apareceu o dobro para comandar.
Mas quem é Chefe na retaguarda sabe tomar conta da operação quando alguma coisa parece que vai correr mal, e então apareceu um reforço de Lombo assado que bem atacado sofreu as consequencias.
Conversas muitas, estórias também pois é disso que o aquartelamento Melreiro precisa e gosta.
E enquanto os novos reforços doceiros (tortas e bolas disto e daquilo, rolo de geleia, creme de leite torrado) e frutivos (uvas, kiwis, maçãs assadas, bananas e uns etc's.) não chegavam, a conversa seguia descontraída com o sentido do dever cumprido. 
Já se esperava o fim da operação com resultados positivos.
 Um dos donos da guerra olhando pelo bem estar geral
Apareceu no final da operação uma espécie de granada, estranha aos operacionais. Uma garrafa de água Campilho, com selo e gargantilha, mas de cor escura.
O que será ?, interroga-se o Paulo, experiente expedicionário, preparado para a deitar barranco abaixo.
Mas logo chegaram os Cafés e este correspondente foi brindado com uma gloriosa bebida contida na dita cuja garrafa.
Nada mais, nada menos, do que a célebre Aguardente Velha, enriquecida em Casco de Carvalho, produzida, pensa este correspondente, pelo camarada Bateira, mas com segredo bem guardado. 
Faz-me lembrar uma outra sigiliosa receita também de uma Aguardente do velho amigo e camarada Peixoto de Penafiel, muito conhecida pela do Padre, Abade, Monge, não interessa. Interessa sim que este correspondente é muito querido desta gente e então oferecem-lhe de vez em quando destas coisas. 
Como é bom ser correspondente de guerra.  




Registos do antes e após operações. Gente feliz, sem lágrimas. Até ver.

Mas temos de registar o pedido-imposto do camarada Neca Quelhas. O camarada quer que nesta Tabanca se diga toda a verdade e nada mais que a verdade. Os Xicos ficam de fora, tal como eu me prezo de ter sido mas sinto-me triste, porque a guerra foi controlada por nós. Neca dixit. Neca não nos quer.
Começou o Neca uma petição para chegar ao Chefe operacional e logo pelo Paulo.

Como Presidente Bandalho, o J.Teix.45 aceitou de bom grado a petição e assinou-a, embora ele tenha sido também um Xico e logo, por conseguinte, por consequencia, um dono da guerra.
O Bateira, que está aí e não me deixa mentir sabe que foi assim. Palavras do Neca. Embora tenha sido um desenfiado, um Xico, também um dono da guerra ainda segundo o Neca.
O Jorge Peixoto Bandalho quis mostrar ao Neca que também uma farda de Bombeiro, em bom tecido, pode fazer parte do Museu. A farda apareceu o mês passado, não se sabe como. Talvez tenha vindo da Mouraria, da Feira da Ladra. Na Feira de Vandoma ou dos Passarinhos ainda não aparecem destas coisas. Mas não há registos.
Mas tem marca na auréola e tudo. 
O Neca ajudou a mostrar. Para que a verdade seja imposta.

Para que a petição do Neca siga em frente, o J.Teix45-Presidente Bandalho, prometeu que acendia uma velinha à nossa senhora dos desprotegidos da guerra e contra todos os Xicos deste mundo.
E para confirmar a reinvidicação-petição, nada melhor que o arquitecto da nossa Bandeira.
Quási 6 horas e os Melros custavam a levantar voo. Mas assim é que é bom. Já era noite escura quando Cmdt-Mestre Gil fechou o portão.

E Viva a camaradagem desta espécie em vias de extinção.
Da Tabanca dos Melros para todo o mundo, mandamos um abraço de amizade, votos de saúde e desejos de um bom ano.
Até Fevereiro.