domingo, 13 de março de 2016

P133 - Dia do Sável e da Lampreia no Choupal

O Mestre e nosso Camarada Gil quis fazer uma surpresa apresentando-nos uns miminhos. Mas são coisas a que já  ninguém liga, tão habituados que estamos aos seus miminhos.
Bom, para o caso não interessa nada. Para este simples escriturário, interessa sim.
Miminhos à parte, o certo certo é que havia outros miminhos e prontos, já lá vamos.
Venha a reportagem fotográfica:
Para que os créditos não fiquem por mãos alheias, o Portojo e o David atacam as loirinhas da ordem na mesa da Pedra Filosofal.
Conversas são partilhadas durante aquela hora em que entre isto e aquilo lá estamos.
Chegam o Bateira, o Doutor e um novo camarada que ninguém apresentou. Sempre se espera que alguém leia esta geringonça (olha, isto da geringonça é um termo em moda criado pelo Paulinho das Feiras, que salvo seja até deveria andar por aqui próximo a avanar-se...) para deixar uma palavrinha  de conhecimento (re)
Parecemos um bando de Melros a apanhar sol na eira do Choupal.
Do alto da janela, o Paulo diz-nos "Entradaus Prontuas" .
E prontos, lá vamos a correr atrás do David que provavelmente vai encher de loirinha o copus vazius.
 Siga mundis
Preparando a mesa dos finalmentes. Há desconhecedores que as Entraduas estão do outro lado. 
Na transição, passagem pelo BarUnus.
E cá estão eles, os verdadeiros tira-gosto: Orelha de porco au bonus delicias com salsinha; Moelas com trofu escurinho e pouco picante; Patanisca simplex; salgadinhos estaladiços e croquantes; Morcela sanguínia avec trois piments grelhadus fixe.
E os sempre altíssimos presunto e salpicão mais as singelas azeitonas ao alho e azeite e a divina broa de farinhas mistas.
Pomadas verdadeiras da Quinta a acompanhar: Brancas, tintas e as outras.
O Jorge Peixoto preparando-se para mais uma prova enquanto o Dionísio sossegadamente, faz outras provas.
A rapaziada entretém-se por ali. Espaço e comidas e bebidas não faltam.

Pois é Bateira, o Grande Barbosa anda tão inchado que acha não dever apresentar os Camaradas (?) que nos trás.
Um saltinho à cozinha para ver como as coisas se fazem.
Tudo a rolar...E a lampreia apura em Banho-Maria.
 Ups, vamos ter almoço rijo...
 Postas de sável na tempura
 Chefe Paulo controla a situação. Tudo nos conformes, sem dúvida.
Saiu a Sopa de Nabos, galardoada em festivais gastronómicos Gondomarenses, a Terra dos Nabos e mai'nada.
Intervalo. Ó Barbosa, quem é o camarada que trouxeste ? 
Preparando a apresentação do Carrascão do Bateira.
 Ó pa ele, lindinho,  caté deixa marca na malguinha.
Cá tá a Sopa de Nabos. Ca té o escriturário de serviço comeu.
 Mais intervalos 
 O Chefe Paulo prepara-se para terminar às mesas a célebre Açorda de Ovas e Milharas de Sável.
E que tal uma Lampreia à Bordalesa ?
Para os diéticos, um lombo de boi assado no forno
 Intervalos entre umas coisas e outras.
 Acabou está acabado. Vamos aos restos
As frutas, o creme de leite torrado e o bolo de chocolate são o complemento de uma bela refeição.
 Cafés e bagaços, que podem ser do Bateira e/ou do Doutor. 
É a hora de chegar a barriga ao balcão. Com bom grado.
Final de dia e mais umas conversetas que nunca são demais.
Foi mais uma confraternização dos Melros - Ecus, na sua Tabanca de Gondomar, em Fânzeres.
Nem interessa se há camaradas de Gondomar. O que interessa são os copos que se bebem e as amizades que se perpetuam.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

P132 - Mensagem do David Guimarães

Tabanqueiro desde a primeira hora nos Melros, o nosso querido David Guimarães faz questão de nos deixar a sua mensagem de fim de ano. Devemos fazer uma emenda, pois é desde 2009 que convivemos e foi dele uma das primeiras mensagens. Embora em 2012 também fizesse o gosto ao dedo e não foi a tocar só a viola.

Um abraço ao David e muita saúde.


Pois é, de 2012 até hoje lá consegui viver dentro daquela tabanca onde me sinto bem! Curiosamente é isso mesmo, local onde me sinto bem e não por estar só, mas pela cordialidade de todos, a atenção de todos e afinal pela amizade que vamos nutrindo uns pelos outros e que vai fazendo em cada 2º Sábado de cada mês uma festa. 

Aqui atrás, porque calhou – disse para o lado, porra que hoje está pouca gente: “a resposta foi, poucos mas bons” e são. 

Temos vivido e revivido aquilo e continuamos felizes, e quando acontece faltar algum, como que todos damos conta perguntando por quem falta. Faz sentido, somos preocupados uns com os outros – como na guerra teríamos que ser solidários por forma, aqui é por feitio solidário de que partilha a franca amizade. Uns mais altos outros mais baixos mais gordos ou mais magros mas aí estamos nós. 

Não é preciso chorar mas sempre nos lembramos de quem mais não pode voltar, e já se fala em plural. 

No passar dos tempos descobrimos um banco, nobre banco onde nos habituamos a tomar a primeira cerveja – abre apetite ou só porque gostamos. Jorge, decerto é para mesmo escondermos a “fomita” – mas se não se beber, já não é a mesma coisa.

E pronto então fico-me mais agora neste encontro de Natal, nem sei se o rancho foi melhorado – que estava bom estava, mas por norma está sempre. Foi um magnífico dia, celebramos o Natal. Falámos, falámos muito, ainda bem que falámos só que fotografia aqui fotografia acolá lá num canto onde eu estava mais parecia um centro de recrutamento e quase me convenciam que eu não era militar do Regimento da Artilharia Pesada nº 2 sito em Vila Nova de Gaia… para o mês que vem tenho que levar o documento que diz isso: Colocado no RAP2 em 13 de Outubro de 1969. Assim o título hoje poderia ser assim: David Guimarães militar do RAP 2 - como se fosse muito importante!

E sempre a animação termina com o "finalizar" de uma garrafa de líquido esquisito mas que deve ser bom - depois dissemos até ao mês que vem…

Quer dizer já somos melros vacinados – um abraço a todos.

Agora vamos ver se combinamos uma comemoração qualquer para outra festa que não de Natal - quem sabe seja fado! Vamos começar a pensar nisso.
Com um abraço a todos os Melros com um bem hajam, vosso amigo sempre e melro.

Até ao mês que vem

David Guimarães




terça-feira, 15 de dezembro de 2015

P131 - Os Melros em Bando

Foi o último convívio-almoço do ano e foi pena uns tantos Melros que apadrinharam a iniciativa do Carlos Silva e do Barbosa não pudessem estar presentes.
Para o Joaquim Martins um pensamento de muita saudade.

O Choupal dos Melros, sempre lindo em qualquer altura do ano acolhe-nos desde há precisamente seis anos. Dele roubamos o nome para esta Tabanca, derivando para ECU's - Ex-Combatentes-do-Ultramar de Gondomar.
A história dos Melros de Gondomar é pequena em idade, mas os conviventes vêm de vários pontos do País.
E como sempre vêm chegando em pequenos ou grandes Bandos bem cedo para uma amena cavaqueira.
Há tradições que se cumprem mês após mês e a música é sempre a mesma:
 Loirinhas para a Mesa da Pedra.
O resto é o registo fotográfico dos Melros.










 Uma espécie de Marabunta passou pelas Entradas e nada mais resta.






É a hora da reunião à volta da Grande Mesa 





 Os nossos símbolos




O Grande Guerreiro Neca Quelhas deve estar de baixa prolongada mas nunca é esquecido.
 Mestre Gil apresentou-nos uma Chanfana que até fez estremecer o céu da boca de tão tenra e deliciosa.
Algumas cremalheiras nem precisaram de trabalhar. Vocês sabem do que falo...
 Como é de hábito, o Rancho Regional de Fânzeres veio cantar-nos as Janeiras.

E assim vamos convivendo, com muitas fotos para a posteridade.
O grande "Mordomo" Paulo, profissional para todos os momentos.  
 Momentos de boa disposição...
 Espremidos até à última gota...

 Foi também um dia de Grandes Condecorações.


 Hora de despedidas e até ao ano.


 Prémios que Mestre Gil foi ganhando ao longo da carreira.

Mas ser Melro também implica obrigações. Uma delas é fazer contas.
Um obrigado ao Gil por nos aturar.

Que a vida nos corra antes de corrermos com ela.
Até ao Ano