segunda-feira, 14 de maio de 2012

P76 - 12.05.2012 - Mas que grande festa

Finalmente chegou o calor, pelo menos no sábado e os Melros abriram as asas e refrescaram-se até dar c'o  pau
 Para aperitivar, o camarada Gil destinou-nos o hangar 1, o que foi uma grande ideia.
 Tão entretidos a colocar a converseta em dia, esquecemo-nos da hora do rancho
Passamos ao hangar 3, que depressa ficou arrumado. E nada como um creme de legumes para acalmar.
 O Chefe da Tabanca, Carlos Silva, deu-nos a habitual música introdutória.
 Para recordar e mostrar aos netos, diz o Neca, posando com a Giselda
 O Carlos tentou experimentar a nova arma capturada ao IN, só para ver se funcionava, mas alguém lhe deitou a mão a tempo. Jaz agora, a arma, claro, no Museu da Tabanca.
 Uma parte da nossa Biblioteca.
 Neca e Santos Oliveira devem ter partido conversa até ao escurecer.
 Para lá ficaram abandonados.

 A tarde esteve boa, muito boa e a conversa durou até às tantas.
 O Carmelita contribui com a sua operacionalidade fotográfica
 Rastejantes ou aéreas, valeu tudo

 Ele há cada um. Ou melhor dizendo, cada foto...


E assim foi mais um sábado dos Melros. Horas de convívio, que a rapaziada não tem pressa.

Um inédito e precioso documento, principalmente pelo som encantador que foi registado.

domingo, 15 de abril de 2012

P75 - Os Melros, Medalhas, Logotio e Poemas

Sem a presença do nosso querido camarada Carlos Silva, mas sempre lembrado (esperamos sinceramente que já esteja melhor do olho) e de outras ausências que por motivos incendiários ou outros quaisquer não poderam dar o corpo ao manifesto, cá (lá) estiveram os Ecu's em mais uma confraternização pagã-mensal na nossa (do Gil), Tabanca dos Melros.

Antes dos mais, gostaria de re-pedir aos camaradas se algum ainda terá uma boina  decente que possa e goste de ofertar ao nosso boneco camarada ex-libris do Museu. Mesmo comprada na Feira da Ladra, não nos importamos, porque esta do Carlos, actualmente servindo mas muito mal na cabecita do boneco é uma vergonha.
Vale que o RDM já não nos chega. Mas o que representa uma simples boina, quando o nosso primeiro ministro visita o cemitério dos terroristas-nacionalistas moçambicanos, mesmo os da pós guerra civil e se esquece de visitar o mais que desfeito cemitério dos portugueses combatentes quási ali ao lado.
Não admira que África lhe diga mais que Portugal, aliás que ele mal conhece, tadinho.
 
Voltando à vaca fria que é como quem diz, à confraternização, tudo corre nos conformes. É como quem espera a dita vaca com a corda pronta para a levar ao quartel...

Nos antes... 

... Nos aproxegas-te ...  


... Nos durantes ...


... Nos finalmentes.... 
Uma bela rojoada com todos.
Por falar nisso, o Espadal-americano, colheita da casa estava esplêndido.
(porra, tive de ir ao dicionário ver como se escreve agora esta palavrona, Esplêndido, assim mesmo. Grandioso. Magnífico. Não fosse às vezes ter modificado. E quisesse dizer ministro das finanças ou frequentador de feiras com submarinos).



A Bandeira do PAIGC não representa absolutamente nada para nós, politicamente. É uma lembrança com 40 anos, trazida do cus-do-mundo onde, quer se queira quer não, deixamos muito obra e heranças, hoje desfeitas. Talvez nem todas, mas isso é com cada um. As guerras civis e os golpes de estado não nos interessam nada. Se os guineenses são se entendem por causa da droga ou porque cada etnia quer fazer valer a sua força, o problema é deles.

E os finalmentes tinham de acontecer, já a tarde ia longa. 
  


Um novo camarada chegou até nós, trazido pelo Quelhas. Combatente assíduo das várias Tabancas que estão por aí espalhadas.

Deixou-nos o Quim Soares a informação que um artista de Coimbra faz umas recordações. Aqui estão os exemplos. Quem quiser saber mais pormenores é só dirigir-se por email  joaquim.gomes.soares@hotmail.com

Parece que o conjunto Medalha-Relógio-oferta de porta chaves, custa 95 euros. Mas como digo - escrevo - dirijam-se ao Quim para saber mais.


Do camarada Bateira recebemos estas coisas lindas. Um logo-tipo e um poema. Francamente não sei quem são os autores. Ele que nos conte os pormenores.
Um abraço para todos.
Um PS: O texto é da minha autoria e não obriga os Ecu's a nada. Mesmo o meu agradecimento pessoal ao Quelhas por ter atrofiado o Barbosa na segunda-feira passada e ter continuado hoje (ontem) é coisa sem importância, entre camaradas e amigos.
Espero que daqui a 15 dias o Quelhas não me atrofie a mim... Penso eu de que... Ai Jesus...

domingo, 4 de março de 2012

P74 - Dia do Combatente do Ultramar em Gondomar

Depois da missa em memória dos nossos ex-companheiros mortos nas frentes de Combate em Moçambique, Angola e Guiné, a homenagem mais sentida fez-se junto ao Monumento do Soldado do Ultramar, em Fânzeres.
O Regimento de Artilharia da Serra do Pilar - Antigo Rap 2, mas agora nem sei o nome que tem - apresentou-se com duas secções, uma da Banda e uma de Guarda de Honra.
Momentos sempre de muita emoção, que o passar do tempo não faz esquecer. Os discursos, ano após ano, não levam a lado nenhum para o lado da autarquia. Queremos que este dia seja oficial, mas não há maneira de ser conseguido. Não dá para eu entender. Por outro lado, a rapaziada tem de se lembrar que é Gondomar inteiro que quer o dia e não só Fanzeres. Lutas de alecrim e manjerona, que à boa maneira  portuense quer dizer de merda e que me passam ao lado.
Gosto de convívios, enquanto me dizem alguma coisa. Sejam eles onde forem e há que aproveitar o resto do nosso tempo. Esta geração está a acabar. Não sei se houve alguma tão sacrificada como ela. Mas o blogue não é meu para estar aqui com pieguices e portanto, em frente marche.
O acolhimento, porque adiantamos a nossa reunião mensal, foi no ninho habitual, o Choupal.
Um bonito convívio, com muitas e velhas histórias contadas e ouvidas.

O Museu com a forte iniciativa do Carlos Silva lá vai indo, crescendo com velhas e novas lembranças. A par da fardeta esquisita do Santos Oliveira e da roupinha quási sem uso do Carlos apareceram mais umas calças de camuflado. E lembranças dos convívios actuais que a rapaziada vai fazendo com os seus ex-camaradas e oferece ao Museu. Será que um dia teremos mesmo este Museu aberto ao Mundo ?
Lembranças e mais lembranças que nos trazem as recordações dos anos 60/70.

Mas o nosso Gil piloto aviador e abençoado comandante do Choupal, mandou a rapaziada pôr-se em sentido às mesas das entradas. Ordem obedecida com rapidez e sentido do dever.

O Grande Paulo comanda as operações, porque a rapaziada lhe merece um carinho especial.
E vamos ao ataque. 

Descansando do primeiro ataque e enquanto preparamos o segundo, a palestra do Cmdt Carlos incentivando-nos a deixar na herança os cacos velhos do tempo da G3 ao Museu. Sim, porque não vamos levar para a vida eterna o que ainda resta lá pelos cantos da casa. O Carlos Costa em grande plano à esquerda, desconfiado, a pensar nos seus tempos da pangaiada lá nas Índias e do campo de concentração por onde passou.
Só carequinhas e cabelos brancos com muita vida e melhores histórias 
Força companheiros. Vamos a eles.



O segundo ataque não teve história, pois o IN não deu resposta. Então vamos ao terceiro.

Aquele que nos deixa a rastejar, antes do café e bagaço, esses sim, para arrebitar.

Adeus, até ao meu regresso.
Mandem notícias

sábado, 11 de fevereiro de 2012

P72 - No Dia dos Melros, Onde Pára o Carlos ?

Dia de Melros, onde não foi esquecido o nosso querido camarada e amigo Barbeiro, que há dias nos deixou. Os Ecus dedicaram-lhe uma pequena homenagem.

Mas passemos aos vivos e ao registo das "entradas", onde faltava ainda o nosso querido ex-prisioneiro indiano Carlos, saudado com palmas e Coimbra olé.
Em grande destaque o enorme Barbosa, o melhor contador de filmes policiais e não só deste planeta. Mesmo superior ao xéxé António Pedro de Vasconcelos. E então aos do CSI nem se fála...
Antes que esqueça, o Gil apresentou-nos um Espadal de 4 estrelas, produto próprio só para amigos.
Mas a anedota do dia era "Onde Pára o Carlos ?"
Estavamos no Dia de Bacalhau, cuja terceira dose foi igual à primeira. Infelizmente não havia Tripas, por isso só reforcei com duas.
Intervalando entre umas coisas e outras, David Guimarães e Neca Quelhas, sob o olhar atento do Bateira, civilizadamente só podem estar a falar de duas coisas: Sporting e Porto. Felizmente o Barbosa estava longe, partanto ninguém se chateou e a conversa seguiu plena de interesse e exaltação desportiva.
O Paulo sabe perfeitamente que quem trabalha precisa de vez enquando tratar dos minimamentos. Olha p'ra ele a encher o minimamente cá do rapaz...sob o olhar invejoso do Mário.
Para os coleccionadores de escalpes, o Jomaro é exemplo de mestre. O "caldinho" está mesmo à maneira.

Não é para chatear o Carlos, mas o Bateira fez questão em apresentar o seu espólio pessoal que, diz ele, um dia será doado ao Museu.
De entre as relíquias, uma baioneta da Kalashnikova - também lá está um carregador da dita no espólio - ainda com terra da Guiné.
Entretanto foi-nos divulgado pelo Mário o programa ainda não oficial das comemorações do Dia dos Combatentes do Ultramar de Gondomar no próximo 3 de Março. Brevemente cá estaremos a confirmar o programa completo.
Mas para já é certa a concentração da rapaziada a partir das 10,30h junto à Igreja de Fânzeres, seguindo-se missa em memória dos nossos ex-camaradas falecidos e a romagem até à Estátua dos Heróis do Ultramar, na Praceta mais conhecida pela do Soldado, em Fânzeres.
Portanto, a nossa reunião mensal passará para este dia - 1º sábado de Março - no local habitual: Choupal dos Melros. Após as comemorações matinais.

Entretanto a rapaziada manda votos para que o Carlos recupere ràpidamente da intervenção cirúrgica ao "olho", coisa que demora meia hora, mas que devido a todos os preparativos e paneleirices da ordem, nele são precisos 3 meses. Aliás, ninguém sabe se a operação já era, ou ainda será. Mas para o caso não interessa nada. Interessa que no dia 3 possa ler o seu discurso. Que segundo uns zunzuns espalhados, deverá ser ouvido in loco pelo camarada Valentim. Portanto, cuida-te e cuida de um bom discurso, sem pieguices.
Um abraço a todos os Ecu's




quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

P71 - Falecimento Francisco Augusto - barbeiro

Foi a enterrar ontem o nosso querido amigo e companheiro Francisco Augusto, conhecido entre os Melros pelo "Barbeiro" ou pelo "Lagoaça".

Era natural da freguesia de Lagoaça, concelho de Freixo de Espada à Cinta, residente há muitos anos na freguesia de S Cosme, concelho de Gondomar.

Este nosso camarada padecia há já algum tempo daquelas doenças difíceis de combater. Daquelas que acabam por ganhar sempre a guerra. Pior do que aquelas emboscadas que o IN na Guiné nos brindavam.

Apesar de doente, mesmo assim o nosso camarada não fugia ao convívio da Tabanca dos Melros.
É mais um dos nossos que parte, mas ficará para sempre entre nós, pois a sua imagem permanecerá diante dos nossos olhos, com aquele sorriso suave.
Paz à sua alma
(Carlos Silva)